segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Alunos evangélicos se recusam a fazer trabalho sobre a cultura afro-brasileira

A intolerância religiosa é uma das piores pragas da humanidade. É ela que faz com que uns sintam-se melhores e superiores a outros. Um grupo e facção que adota uma determinada religião, ou seita, se considera melhor que outro grupo ou facção, como se o deus (com minúscula mesmo, viu?) dele fosse diferente do deus do outro. A História humana está prenhe dessas estúpidas guerrinhas, movidas por gente que não sabe nem admite a diversidade, que não admite a liberdade de expressão. A Irlanda do Norte é um exemplo dos mais marcantes, mas há muitos outros em regiões do Oriente Médio, Ásia, África.

Foi esse o leitmotifi das Cruzadas e das barbáries gestadas pelas "guerras santas" durante a Idade da Trevas; foi o que levou à fogueira da Santa Inquisição os dito hereges (aqueles que pensavam de maneira diferente da FÉ vigente e imposta); foi esse espírito destrutivo que motivou a ação catequista no Brasil Colônia. E, apenas para concluir este parágrafo - contudo sem encerrar a questão -, foi esse o mesmo espírito que estava por detrás do extermínio de judeus pelo III Reich.   

Agora leia a reportagem abaixo e tire suas conclusões.
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Alunos evangélicos se recusam a fazer trabalho sobre a cultura afro-brasileira

Manaus (AM), 10 de Novembro de 2012
MARIA DERZI

Alunos se negaram a fazer projeto sobre cultura afro-brasileira, alegando 'princípios religiosos', afirmando que o trabalho faz apologia ao 'satanismo e ao homossexualismo'.
Polêmica na escola motivou ida de representantes de Fórum,OAB e MPE (Odair Leal)

O protesto de um grupo de 13 alunos evangélicos do ensino médio da escola estadual Senador João Bosco Ramos de Lima - na avenida Noel Nutels, Cidade Nova, Zona Norte -, que se recusaram a fazer um trabalho sobre a cultura afro-brasileira – gerou polêmica entre os grupos representativos étnicos culturais do Amazonas.


Os estudantes se negaram a defender o projeto interdisciplinar sobre a ‘Preservação da Identidade Étnico-Cultural brasileira’ por entenderem que o trabalho faz apologia ao “satanismo e ao homossexualismo”, proposta que contraria as crenças deles.
Por conta própria e orientados pelos pastores e pais, eles fizeram um projeto sobre as missões evangélicas na África, o que não foi aceito pela escola. Por conta disso, os alunos acamparam na frente da escola, protestando contra o trabalho sobre cultura afro-brasileira, atitude que foi considerada um ato de intolerância étnica e religiosa. “Eles também se recusaram a ler obras como O Guarany, Macunaíma, Casa Grande Senzala, dizendo que os livros falavam sobre homossexualismo”, disse o professor Raimundo Cardoso.
Para os alunos, a questão deve ser encarada pelo lado religioso. “O que tem de errado no projeto são as outras religiões, principalmente o Candomblé e o Espiritismo, e o homossexualismo, que está nas obras literárias. Nós fizemos um projeto baseado na Bíblia”, alegou uma das alunas.
Intolerância gera debate na escola
A polêmica entre os alunos evangélicos e a escola provou a ida de representantes do Fórum Especial de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros do Amazonas, da Ordem dos Advogados do Brasil, secção do Amazonas, e do Ministério Público do Estado.
Para a representante do movimento de entidades de direitos humanos e do Fórum Especial de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros do Amazonas, Rosaly Pinheiro, a problemática ocorrida na escola reflete uma realidade de racismo e intolência à diversidade. “Nós temos dados de que 39% dos gestores e alunos das escolas são homofóbicos. Essa não pode ser encarada como uma oportunidade para se destacar um fato ruim, mas sim uma oportunidade de se discutir, de uma forma mais ampla essas questões com os alunos”,disse.
Para a representante do Ministério Público, Carmem Arruda,a situação também deve ser encarada como uma oportunidade de esclarecer a comunidade.“É uma chance de discutir a diversidade e uma oportunidade de contruirmos uma conscientização junto não apenas aos alunos, mas sim às famílias que serão fazem refletidas junto a comunidade”.
Representante do Fórum pela Diversidade da OAB/AM, Carla Santiago, ressaltou que o episódio não era para ser encarado como um ato que fere os direitos de negros, homossexuais, mas sim um momento de conscientizar os alunos sobre a etnodiversidade. A conversa entre os diversos segmentos envolvidos prometia uma nova rodada, mas até o fechamento desta edição estava mantida a posição da escola de cobrar o trabalho original passado aos alunos pelo professor de História.
FONTE: A CRITICA.COM -  Leia a reportagem AQUI.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

E A GREVE DAS FEDERAIS? CONTINUA, PÔ!...

Eu não gosto de greve

Eu não gosto de greves. Penso que nenhum professor que se prese goste.  Professor gosta de estar em sala de aula, ensinando e formando cidadãos. E cidadania - disse um professor hoje na Assembléia - não é ter Carteira de Trabalho assinada, é ter seus direitos respeitados. Como pode, então, um professor ensinar sobre cidadania se, após mais de 100 dias em luta pelos seus direitos, aceita a ideia de sair de uma greve pior do que entrou? Isso é desonroso e fere moralmente o profissional.

Hoje, na hall da Reitoria da UFPA, aconteceu mais uma Assembléia Geral reunindo o significativo número de 190 professores, além de alunos e representantes de outras entidades que vieram dar seu apoio aos professores da Universidade Federal do Pará, e das mais de 50 Universidades Federais paralisadas. A Assembléia votou pela continuação da greve.

A greve das Instituições Federais de Ensino-IFEs completa exatos 105 dias e, se depender da Presidenta, vai continuar. Sim, se depender da Presidenta, sim. Porque ela se mantém intransigente. Fechou as negociações após assinar um acordo com o PROIFES-Federação - um dos quatro (repito: 1 dos 4) representantes dos grevistas que estavam à mesa de negociações com o Governo. Entretanto, apesar desse acordo, "a greve dos docentes segue forte em 80 IFE - entre Universidades e Institutos Federais", informa o Jornal ADUFPA (agosto/2012). Donde se depreende que o tal acordo, que o Governo diz ter firmado, não foi aceito por quase todas as instituições em greve. 

Dilma teima em não reabrir as negociações com os professores, nem flexibilizar com a categoria, apesar dos apelos que chovem de todos os lados. Em audiência pública no Senado, ocorrida ontem (dia 29/08), os senadores foram unânimes em  pedir ao Governo para retomar o diálogo com os  professores. 

O Senador Cristóvam Buarque (PDT-DF), que foi Ministro da Educação no Governo Lula, foi enfático ao afirmar que entende as dificuldades orçamentárias do Governo, mas lembrou que, apesar disso, o governo concedeu mais de R$ 20 bilhões em incentivos fiscais às montadoras de automóveis. E isso sem considerar os 10 bilhões de dólares oferecidos aos países em crise na Europa...

Os Senadores Eduardo Suplicy (PT-SP), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Ana Amélia (PP-RS) e Paulo Pain (PT-RS) reconheceram a grandeza da greve dos docentes, e apelaram para a Presidenta reabrir as negociações.

Daí eu fico me perguntando: Se os próprios senadores do governo percebem que a greve da categoria não chegou ao fim, e também apelam para que a Presidenta reabra as negociações, não será porque reconhecem que o acordo que o Governo fez com o Proifes-Federação não é válido, ou que não foi aceito pela categoria? Ou será que há algo de podre no reino da Dinamarca?


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vestibular da UFPA pode ser adiado


Consepe adia decisão sobre calendário do vestibular

O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFPA decidiu não aprovar na manhã de hoje, 27, o calendário do vestibular 2013 da instituição. Os conselheiros deliberaram pelo adiamento da discussão sobre o processo seletivo por duas semanas, a fim de acompanhar o desenrolar do movimento grevista e a tentativa de negociação proposta pelos professores.

A decisão dos conselheiros contrariou a manifestação do reitor Carlos Maneschy que defendia a realização da prova do vestibular da UFPA no dia 9 de dezembro. A postura da administração superior ignorava a greve dos docentes – que já dura mais de 100 dias – e prejudicava, principalmente, os estudantes da Escola de Aplicação, que estão com grande parte do conteúdo programático da prova em atraso.

Durante o Consepe, professores em greve e alunos da Escola de Aplicação protestaram. Com nariz de palhaço e cartazes, docentes e estudantes defendiam o adiamento da decisão sobre o vestibular até o final da greve. “Manter a data do processo seletivo significa continuar fazendo com que o vestibular seja um funil bem estreito onde a minoria consegue entrar e a maioria é empurrada para o ensino privado por meio dos ‘Prouni’ da vida”, argumentou o professor de História e membro do Comando Local de Greve, José Alves.

Conselheira representando o Iced, a professora Vera Jacob estranhou a pressa em realizar o vestibular, embora o ingresso dos novos estudantes ainda não tenha data definida, por conta da greve. “A manutenção da data do vestibular interessa a quem? À sociedade ou aos interesses das escolas privadas?” questionou. “A interpretação que faço das falas dos representantes da administração superior é que a reitoria é contra o adiamento para não fortalecer o movimento grevista”, afirmou Vera.

O adiamento da data do vestibular também foi defendido pela diretora da Escola de Aplicação, Lilian Brito. Segundo ela, apesar da greve, apenas nove estudantes pediram transferência da instituição, sendo somente quatro do 3º ano. “Temos que defender o adiamento para evitar mais prejuízos para os alunos das escolas públicas e para os estudantes que ainda acreditam em nossa Escola de Aplicação”, defendeu.

Enquanto o Consepe acontecia, um ato cultural no hall do prédio da reitoria marcava os mais de 100 dias de greve dos docentes da UFPA. Com balões pretos, faixas, feijoada e música ao vivo, os professores comemoraram a vitória no Consepe e celebraram a disposição de luta da categoria, que permanece firme na greve apesar das pressões e da intransigência do governo Dilma.

Cotas – Antes da decisão sobre o adiamento da data do vestibular, o Consepe aprovou, também, a reserva de duas vagas para quilombolas em todos os cursos no processo seletivo da UFPA. Até então, apenas estudantes de escolas públicas, indígenas e negros em geral tinham direito a cotas.

TEXTO DA PROFª. CLEONICE DOURADO, VIA FACEBOOK.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

E o IDEB, heim? Que coisa né?

"Aquele que tem olhos de ver que veja, aqueles que tem ouvidos de ouvir que ouça".


Ouvi hoje, no rádio, que algumas Universidades estão pretendendo retornar da greve ainda nesta semana - mesmo sem que a greve tenha alcançado seus objetivos após mais de 90 dias - porque alguns professores estão preocupados em não prejudicar os alunos. Só pode ser pra rir.... 

Desculpe, mas acho essa justificativa risível. Será que esses professores que usam desse argumento não percebem que quem prejudica a educação dos estudantes brasileiros não é o professor que luta por sua carreira, mas o Governo que, com suas políticas para o setor, permite essa situação ridícula e vergonhosa em que se encontra a Educação Pública no Brasil?

Neles (nesses professores) se cumpre a profecia de Isaías, que diz: "Ouvindo, ouvireis, mas não compreendereis. E, vendo, vereis, mas não percebereis"(MATEUS 13:14-15). Se tu não crê no que digo, confira o recente resultado do IDEB. 

Para refletir, transcrevo abaixo uma postagem do Blog Mídias, Educação e Meio Ambiente (veja AQUI), do meu amigo Marcelo.



Para qualificar o debate sobre o resultado do IDEB 2012:


Os dados do IDEB, em geral, e das taxas de desempenho (aprovação) e de rendimento nas provas padronizadas, em particular, poderiam receber outros filtros que permitiriam o aprofundamento do reconhecimento da realidade da educação paraense. Mas algumas conclusões são factíveis e destacamos algumas:
60. Temos o pior ensino médio do Brasil!
61. Temos o pior ensino médio ofertado por uma rede pública estadual de ensino do Brasil!
62. Temos uma das piores redes privadas de ensino médio do Brasil!
63. Os resultados estão piorando em relação às avaliações anteriores e aos outros estados brasileiros.
64. A avaliação dos diferentes indicadores que resultam no IDEB revela que, em geral, os diferentes estados da Federação quando têm desempenho ruim em um indicador, melhoram em outro, ou quando tem desempenho fraco em uma matéria (português ou matemática) melhoram em outra, mas no caso do Pará estamos ruins em todos os indicadores e nas duas matérias, agravando-se a situação quando consideramos apenas a rede estadual de ensino.
65. A má qualidade da educação é um problema endêmico no Pará, como já dissemos, dada a sua generalização. Em um estudo anterior (apresentado em um evento acadêmico) já havíamos verificado que outras redes de ensino (de escolas municipais, de escolas confessionais e de escolas federais) também estão, dentro de suas categorias, entre as piores do Brasil.
66. Nossos alunos não passam de ano e os que passam revelam não ter apreendido adequadamente os conteúdos que deveriam ter sido trabalhados em sala de aula.
67. Tão grave quanto estes péssimos resultados é o fato de que eles estão piorando. Aprovamos pouco e estamos aprovando menos ainda. Nossos alunos não aprenderam e estão aprendendo cada vez menos.
68. Mas quais seriam as causas deste grave quadro? Elas precisariam ser bem estudadas, mas, de antemão, não concordamos que se possa identificar uma única causa para esta situação e também discordamos de qualquer tentativa de responsabilizar os professores pela má qualidade da aprendizagem. Eles também são vítimas e fazem mais parte da solução do que do problema.
69. Temos uma hipótese de que esta situação pode ser entendida em função da falta de compromisso de nossas elites com a boa formação de seu povo. Temos uma elite que convive bem com diferentes mazelas que afligem os paraenses: trabalho escravo, pedofilia, falta de saneamento, grande concentração de terras e riquezas, assassinatos de lideranças políticas, corrupção generalizada, precariedade da saúde pública etc.
70. O desenvolvimento da região sempre foi dependente, o que tínhamos de melhor nunca ficou para o povo trabalhador, vide os ciclos da borracha, dos grandes projetos e da agroindústria. Quem ganhou e quem ganha com eles? Não foi e nem é povo o trabalhador. Neste quadro, então, o que significa não ter uma educação de qualidade?
71. Parte do problema também pode ser explicada pelos baixos investimentos na educação. Enquanto o gasto médio de um estudante de ensino médio nos países da OCDE[2] – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – é de mais de 10 mil dólares, no Brasil este custo fica em torno de 2,5 mil. No Pará é menos de dois mil dólares.
72. Em relação ao pífio desempenho da rede estadual de ensino, que forma principalmente jovens e adultos de origem popular, deve-se destacar o caos que é a gestão da educação pública no estado. Só para citar um fato, até hoje o Governo Estadual não divulgou um projeto para o ensino médio, ou seja, a SEDUC não tem um documento orientador para a organização do trabalho pedagógico. Fica valendo apenas a boa vontade de professores, técnicos e gestores educacionais.
73. É necessária a vontade política para implementar as mudanças necessárias. A situação piorou na última avaliação e o Governo e a SEDUC têm que explicar estes resultados, fazendo a sua leitura dos dados e indicando as medidas que vão ser tomadas para a modificação do quadro deplorável verificado. O Estado tem que assumir sua responsabilidade e o Governo do estado principalmente.
74. Também os dirigentes das diferentes redes de ensino têm que explicar seus resultados tão ruins, já que os custos de uma escola privada no Pará se aproximam dos custos de boas escolas brasileiras.
75. Também a sociedade civil não pode ficar impávida frente a este desastroso quadro. É necessário maior acompanhamento e pressão sobre a gestão da coisa pública. Em um país sério estes resultados seriam objeto de uma grande agitação popular, mas parece que a má qualidade da educação não parece provocar a indignação geral da sociedade. Deveria pelo menos mobilizar organizações estudantis e de trabalhadores da educação.
76. Também outros órgãos de estado devem se manifestar. Ministério Público e Conselho Estadual de Educação, por exemplo, não podem ficar inertes e devem cumprir suas obrigações fiscalizando e cobrando melhorias na educação ofertada ao povo paraense.
77. Chegamos ao fundo do poço? Cremos que não. Diz a sabedoria popular que tudo, sempre, pode piorar. Portanto, devem-se buscar os caminhos para a qualificação da educação básica paraense. Um bom caminho para começar seria a identificação do que fazem as boas escolas. Em geral nestas há uma boa infraestrutura predial e pedagógica, valorização, formação continuada e respeito ao trabalho docente, bom ambiente de trabalho e acompanhamento da vida escolar pela sociedade e pelas famílias.
78. Os resultados do IDEB, mais que números, revelam que a juventude paraense tem seu presente prejudicado e o seu futuro ameaçado!

Por: Profº Ronaldo Marcos de Lima Araujo[3] e Profª Maria Auxiliadora Maués de Lima Araujo[4]

 

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

90 DIAS DE GREVE & O ABUSO DE PODER

Hoje o Jornal Nacional noticiou que, para o Governo, a operação padrão que policiais federais realizam em aeroportos e fronteiras, criando filas enormes que congestionam o trânsito de veículos e passageiros, é Abuso de Poder

O pessoal da ANVISA deixa dezenas de navios sem descarregar suas mercadorias, e o Governo diz que isso é Abuso de Poder. Professores Federais completam amanhã, dia 17 de agosto, 90 dias em greve,  e com certeza o Governo acha que isso é Abuso de Poder
O Arquivo Público e a CAPES também entraram em greve. Há mais de 60 órgãos federais participando do movimento paredista, lutando por reestruturação na carreira e por  melhores condições de trabalho, entretanto para o Governo isso é abuso. Noutras palavras, lutar por seus direitos é, para esse governo, um abuso... 

Porém, quando o Governo usa de sua influência e poder econômico na mídia para divulgar notícias que tentam mascarar a situação, e impõe suas condições para TODA a população brasileira, pergunto: isso NÃO É ABUSO DE PODER? 

O Brasil bateu o recorde de arrecadação de impostos em 2011 e 2012 (veja vídeo abaixo), mas o IDH do Brasil é o 73º entre os 169 países (leia mais AQUI) analisados. E sabem quem é o vilão dessa história? A EDUCAÇÃO. 

O percentual do PIB para a Educação não chega aos 5%, e o Governo alega que não tem dinheiro para melhorar as condições de trabalho e de carreira de milhares de servidores federais, e não negocia. Sim, porque impor suas condições e não aceitar as do outro não é negociar. 

O Governo vai (ou manda) para a televisão com um discurso apelativo, e diz que a greve dos professores prejudica milhares de estudantes e coisa e tal. Mas só um cego não VÊ que quem prejudica os estudantes é a política pública para a Educação, tanto por parte do Governo Federal, quanto dos gestores em muitos estados e municípios. 

Sabemos que o Governo tem poder para melhorar as condições da Saúde Pública do brasileiro, e no entanto prefere manter os hospitais e Pronto-Socorros públicos sucateados, para beneficiar aos planos de saúde que maltratam o cidadão. Sabemos que ele pode melhorar os sistemas de transportes coletivos, mas prefere que se vendam mais carros, mesmo que com isso aumentem os problemas no trânsito e a poluição. Pode fazer Reforma Agrária e acabar com os assassinatos no campo, mas não quer contrariar os poderosos latifundiários.

Sabemos que, se assim desejar, o Governo pode melhorar a Educação Pública e elevar os índices de desempenho tanto de alunos quanto de professores, mas acena com privatizações que, segundo o Blog do Washington Dourado, "a receita apresentada é simples: o Estado deve repassar o controle da educação para o empresariado. Mas para que isso aconteça, precisa, antes, destruir os sindicatos e enfraquecer o movimento dos professores que lutam por valorização salarial, condições de trabalho e educação de qualidade social." (Leia na íntegra AQUI)

Claro que nos últimos 10 anos o país melhorou em diversos aspectos, mas ter o poder para fazer o melhor pelo outro e não fazer, não só é ABUSO DE PODER como também, e o que é muito pior, é um ato CRIMINOSO.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dos 8 aos 80


No dia 22 de abril passado dona Violeta Odete, a tia de minha mulher, completou 80 anos. No mesmo dia Lívia Rickmann, a caçula de minha cunhada, completou 8 anos. A comemoração foi conjunta. Como não pude ir por causa do tornozelo quebrado, em homenagem a ambas escrevi o texto abaixo, lido por minha mulher, Lenise. Palavras podem ser esquecidas com o tempo... mas a Internet eterniza. Por isso essa postagem.


Dos 8 e dos 80           
Para tia Odete & pequena Lívia

Embora eu não possa estar presente nessa celebração, que é e será um marco em nossa família, deixo aqui, preto no branco, o que gostaria de dizer para vocês. Quem for ler esse pequeno texto irá lê-lo pelo que está no preto, mas considerem também o papel como parte da mensagem. E a parte maior dessa mensagem está no branco. Leia também no branco...

A diferença entre 8 e 80 não é só o Zero, assim como entre o ontem e o amanhã não existe apenas o hoje. Ter 80 anos e ter 8 anos não é uma questão de idade, de ser criança e de ser velho, como pode parecer. É uma questão de AMAR.

Aos 8 anos ama-se as mesmas coisas que se ama aos 80: a família. E tia Odete, nossa decana, é a personificação do amor pela família.

E eis que me lembrei de uma frase de O Profeta, no capítulo que trata do amor: “O amor nada dá senão de si próprio e nada recebe senão de si próprio”.

Chegando agora aos 80 anos tia Odete nos mostra o muito que viu, aprendeu e ensinou. E, como diria Roberto Carlos, “São tantas emoções”. Muitas e muitas, pois para ela existe o sempre amanhã pelos caminhos do presente.

E, nesse tanto vivido, continua querendo aprender. E mais, continua ensinando.
Nos dá lições e ensinamentos cotidiários com suas atitudes de afeto, independência, compreensão, desprendimento, caridade, simplicidade.

O claro em seus cabelos atesta quanta poeira da longa estrada já lhe ficou depositada. As rugas e alguns sinais revelam que já viveu muito anos.

Entretanto, ela está tão distante de ser uma velha quanto o está Lívia. Tia Odete não envelheceu porque só envelhece quem perde a vontade pela vida, e ela ainda guarda a mesma vontade de viver de seus luminosos 8 aninhos.

Aos 8 anos Lívia apenas dorme e sonha. Tia Odete continua sonhando. Por isso não envelhece.

Dos 8 aos 80.

O ontem e o amanhã se tocam nessa celebração como os dois extremos de uma ponte sobre um rio calmo. Ponte que os presentes atravessaram. A família, ao redor, é a escada do tempo. Do tempo dessa família. Degraus visíveis do seu tempo...

Degraus de uma escada que Lívia galgará para chegar, igualmente, há um dia como esse. E, do alto, do degrau mais alto onde hoje está tia Odete, voltar à vista e contemplar a escada com a satisfação de ter vivido uma vida plena. E aí sim, poder dizer de si para si mesma: “ FELIZ ANIVERSÁRIO!”.

FELIZ ANIVERSÁRIO, TIA ODETE!

FELIZ ANIVERSÁRIO SOBRINHA LÍVIA.

Que o Criador lhes abençoe, hoje e sempre, e lhes perpetue na Paz, Saúde e Prosperidade. Desse que as ama.

sábado, 4 de agosto de 2012

O "Otário Eleitoral"

Essa postagem vai a propósito de uma mensagem que recebi no Face e que prega o Voto Nulo.
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A Turma do Casseta chama o Horário Eleitoral Gratuito de "Otário Eleitoral", o que eu acho que tem tudo a ver, até porque, como diz um velho adágio popular que aprendi lá na minha terra (Nova Iguaçu/RJ), "enquanto houver otário malandro não passa fome", que o digam todos os parlamentares que se locupletam com o dinheiro da viúva.

Uma questão que se apresenta ao eleitor consciente é: há candidato probo e íntegro que mereça meu voto? Se você tem consciência do peso de seu voto e ACREDITA no que promete seu candidato, então não me dê ouvidos - ou melhor, olhos - e pare de ler aqui e agora.

Mas também, e isso é muito importante, deixe de ler jornais e revistas; não assista o noticiário da TV; deixe de se informar sobre o que acontece no Planalto Central do país, porque se você procurar se informar sobre o que fez/faz aquele seu candidato, um dia seus olhos se abrirão e você se cobrirá de vergonha por ter apoiado ele.
Imagem postada no Facebook pelo amigo Zema Farias
O que li no FACEBOOK foi:

"Se nenhum canditato merece o seu voto, vote NULO.


Por lei, o voto nulo significa que você refletiu sobre todos os candidados e nenhum deles merece o seu voto, diferente do voto em BRANCO, onde você atesta não saber em quem votar. Se 51% da população da região votar em NULO, significa que mais da metade da população esta atestando não aprovar nenhum dos candidatos, logo, POR LEI, é obrigado uma nova eleição onde NENHUM dos antigos candidatos poderá participar! VOTE NULO!"

Isso é uma grande tolice!! Não que eu seja contra o voto nulo, muito pelo contrário. O voto nulo reflete a minha insatisfação e descrença nos partidos e candidatos. Mas é tolice acreditar que 51% de votos nulos obrigariam a uma nova eleição. Pura balela! Só uma pessoa ingênua (ingênua em oposição ao conceito bem informada sobre) acredita que os políticos (que fazem as suas próprias - e as de todos - leis) deixariam uma brecha (brecha não, canyon) dessas na Lei Eleitoral.

A lei é clara: o candidato será eleito pela maioria dos votos válidos e votos brancos e nulos não são considerados válidos. UM ÚNICO VOTO pode eleger um candidato, legalmente falando.

Antigamente, os cães ladravam e a caravana passava. Hoje os cães continuam a ladrar, mas a caravana os suborna. O voto NULO é anti-suborno.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

TOPADA SEM PALAVRÃO

Você pode se imaginar dando uma topada de arrebitar o dedão do pé e não deixar escapar, mesmo sem querer, um sonoro e relaxante palavrão? Você acha que depois da tempestade vem a bonança ou a lambança? 

Leia os cordéis de meu amigo Ney Alberto e descubra uma Nova Iguaçu que conheci nas décadas de 60 e 70. Essa cidade que o olhar etnográfico e antropológico do Ney descortina nesses 2 cordéis já não existe mais, pois seus personagens e lugares desapareceram. Poucos ainda exitem e guardam suas lembranças desse tempo. 

Gostaria de ver mais trabalhos como esses do Ney, descrevendo locais e pessoas de Nova Iguaçu, e ajudando a contar sua história para as novas gerações. Enquanto isso, leiam esses dois livrinhos abaixo e, por favor, divulguem.




Clique nos links abaixo


TOPADA SEM PALAVRÃO.PDF                                                EM NOVA IGUAÇU, DEPOIS DA... PDF

terça-feira, 24 de julho de 2012

Um pouco sobre a Greve dos Professores Federais

A greve Continua!

Com 67 dias de greve o movimento dos professores de instituições federais decidiu, nessa segunda-feira, dia 23, continuar a greve. 

No hall de entrada da Reitoria da UFPA, cerca de 82 professores, gritavam: "Dilma, a culpa é tua! A greve Continua!". 

Além de professores da UFPA e da sua Escola de Aplicação, estavam presentes funcionários de outras instituições federais e alunos da UFPA, que também estão em greve.

O movimento paredista, o maior da categoria até hoje, está cada vez mais forte e não apresenta temor ante ameaças do governo. 


É preciso deixar claro que a greve não é por melhores salários. Salário é importante, sim, mas isso é uma parcela dos objetivos pelos quais lutam os professores. A greve é por melhorias na educação pública e federal.
O blogueiro (de chapéu) entre as professoras Vanja e Cleonice - os 3 são professores de Informática Educativa na Escola de Aplicação da UFPA.
O governo continua acenando com uma proposta que traz a perda de algumas conquistas já sacramentadas. Aliás, o que o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão-MPOG apresentou à categoria não é uma proposta e nem sequer um projeto de Lei. O documento tem o título de "Aspectos conceituais de proposta de reestruturação das carreiras docentes". Um conjunto que não passa de meros tópicos "conceituais". 

Professores com selo do IMETRO

E num dos itens apresenta um famigerado Certificado de Conhecimento Tecnológico-CCT, com o qual pretende avaliar o desempenho com vistas à progressão funcional dos professores da Educação Básica Técnica e Tecnológica (Institutos Federais de Ensino e Escolas de Aplicação). Para o CCT, diz o governo, será criado um Conselho permanente formado por órgãos de pesquisa e fomento, tais como o IMETRO. O que significa que, caso aprovado, agora os alunos vão poder escolher seus professores pelo carimbo do IMETRO, como escolhem uma geladeira, uma caixa de fósforo ou uma lâmpada.


E como se não bastasse, o MPOG quer parcelar em 3 anos o pagamento do reajuste proposto. Ora, a gente parcela é dívidas, contas, nunca salário... E, para piorar, ainda remete para 2015 (ou seja, para um novo governo - ou este, se reeleito), o pagamento do reajuste que pode atingir até 45% (que só beneficia professores com doutorado), mas despreza a corrosão inflacionária nesses 3 anos. 

Dar esmola com dinheiro dos outros é... 


NO documento da ADUFPA, distribuído ontem, está claro que "O impacto financeiro de 3,9 bilhões, anunciado para efetivar a proposta em 3 anos não pode ser considerado um investimento à altura da necessidade dos trabalhadores da educação deste país, quando comparados aos 10 bilhões doados pela Presidenta Dilma como contribuição do Brasil para ajudar países da Europa afetados pela crise do capital". Em outras palavras, é muito fácil passar por rico e dar esmolas com o dinheiro dos outros.


LEIA MAIS SOBRE A GREVE CLICANDO AQUI

domingo, 22 de julho de 2012

Em Nova Iguaçu, depois da Tempestade...

Em Nova Iguaçu, depois da tempestade vem a lambança.

Esse é o título de um cordel que o saudoso professor Ney Alberto G. de Barros, falecido em 23 de junho passado (veja postagem mais abaixo clicando AQUI), escreveu em 1979, publicou pela Equipe - Promoções, Publicidade e Representações LTDA, de nosso amigo Arthur Cantalice (editor da Revista Equipe) e distribuiu para os amigos.

Ney faz um retrato de Nova Iguaçu, com suas mazelas políticas e sociais. Inspirando-se em José João dos Santos, famoso poeta popular, cordelista, cantador e repentista conhecido pelo poético nome de AZULÃO (que se tornou muito amigo nosso e mais tarde meu pai trouxe para trabalhar na prefeitura de Nova Iguaçu) ele compõe este "Em Nova Iguaçu..." e mais tarde o "Topada sem Palavrão" (em 1983) no estilo cordel, revelando sua versatilidade artística e senso crítico apurado.

Homenageio meu amigo com a publicação de seus dois cordéis. Leiam o primeiro. 
CLIQUE NAS IMAGENS PARA LER.





                                              

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Top Blog 2012

Este blog foi indicado para participar da 4ª edição do Prêmio TOP BLOG. Sinceramente, não sei quem fez a indicação, mas tenho uma suspeita.


                                


Já participamos das 3 versões anteriores, e por 2 vezes ficamos entre os 100 melhores em nossa categoria, o que já é um prêmio em si, posto que este é um blog que não tem lá muitos atrativos. E some-se a isso o fato de que, neste ano de 2012, ao contrário do que eu pretendia, as postagens estão rareando. Sinto-me um tanto estéril...


Mas, como das vezes anteriores (exceto na 1ª que fui eu próprio), alguém que me acompanha e me gosta acha que meu humilde blog tem qualidades para estar nesse páreo.

Agradeço penhoradamente a indicação e a confiança nesse blog. Tentarei
 honrar essa indicação. E você que leu até aqui, que tal dar seu voto? Clique no selo do TOP BLOG. É rápido e indolor...

sábado, 7 de julho de 2012

Pós-Graduação em Gestão Escolar

Novamente venho atender a uma solicitação da Patrizia Chermont para divulgar os cursos de Pós-graduação do SENAC.
Clique na imagem para ir ao site
E é um pedido que atendo com satisfação porque este blogueiro acredita na seriedade dessa consagrada instituição e na elevada qualidade dos seus cursos. Confira!


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Saudade de Ney Alberto Gonçalves de Barros

Belém do Pará amanheceu ensolarada e seca neste domingo. Manhã radiante. Não é somente uma bela manhã dominical. É aniversário de Leca,minha mulher. Depois do almoço abro minha mail box e a primeira mensagem que leio está datada de 23 horas atrás... e arranca um grito de meu peito. Leca quer saber o que houve e eu digo, assim meio estupidificado: meu amigo Ney Alberto morreu!
                                                   
                                                    Ney Alberto Gonçalves de Barros - 1971/2
José era um vendedor de bilhetes de loteria de NI. Certo dia ele apareceu no
 IHGNI e Ney levou-o a um fotógrafo numa sala no mesmo andar. 
Ney Alberto Gonçalves de Barros era professor e filho de professor. Seus pais eram donos de um dos principais colégios de Nova Iguaçu, o Colégio Leopoldo. Formou-se em História, antes passando pelo serviço militar. Serviu na Brigada Aeroterrestre. Foi um paraquedista do Exército Brasileiro, um PQD, como somos mais conhecidos (ele me incentivou a também ser PQD, em 1971). Ele foi, sempre, e na acepção da palavra, um educador.

Entre 1968/9 junto com Waldick Pereira -meu saudoso pai-,Ney Alberto fez um curso de Arqueologia no Museu Nacional, e bem mais tarde se formaria em Direito. Ele e meu pai não tinham só a arqueologia em comum. Apaixonados pela história iguaçuana, no começo dos anos 1960 se uniram em torno de um ideal: pesquisar a história do município de Nova Iguaçu, defender o patrimônio histórico, artístico e cultural iguaçuano e lutar pela sua preservação.

Juntamente com o advogado e fotógrafo Zanon de Paula Barros, Samyr Hajj, os professores Ferenc Zamolyi e José de Almeida Nobre (por sinal esses 2 foram meus professores no Colégio Afrânio Peixoto), Telmo Cardoso de Matos e outros abnegados, fundaram o Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu-IHGNI (do qual também sou sócio efetivo). Waldick foi seu presidente até seu prematuro falecimento aos 54 anos (1984) e Ney o Secretário. Depois Ney assumiu a presidência do Instituto.

Ney e Waldick eram amigos inseparáveis e protagonistas de muitas histórias que eu participei, e de um número muito maior antes que eu começasse a andar com eles. Em 1969, com 17 anos e estudando Edificações na ETF Celso Suckov da Fonseca, ingressei na equipe do IHGNI e comecei a participar dos acampamentos na Serra de Tinguá, Angra dos Reis e outros lugares. Certa vez, para ajudar um amigo vendedor de barracas para acampar, eu e Ney montamos acampamento numa barraca montada como demonstração,no terreno da antiga Câmara Municipal, na Av. Mal. Floriano Peixoto

1970-Numa pesquisa arqueológica com o Prof. Calazans, do IAB (chapéu de explorados).
Eu, sem camisa, abraço ao Telmo Cardoso de Matos e Ney é o barbudo.

Ney sempre foi um pólo de atração de humor e alegria. E tinha um riso contagiante. Nos acampamentos, ao redor da fogueira, era comum nos reunirmos para contar histórias.Eu, evidentemente, apenas ouvia. Ouvia e ria... Certa feita,em Angra, na Ilha 2 Irmãs pedi ao Ney que contasse uma história engraçada. E ele disse: Ah! Você quer rir, né?! E começou a rir sozinho. Em pouco tempo todos estávamos rindo muito, rindo gostoso.

Não quero prolongar mais essa postagem. Poderia fazer um blog apenas contando das viagens que fizemos, dos acampamentos, uma ou outra  aventura pitoresca. Recordar é viver, já disse alguém... mas também é sofrer.

A última vez que falei com Ney foi a uns 27 ou 28 anos... Meu Deus!!! Nos 30 anos que moro em Belém, voltei pouquíssimas vezes à Nova Iguaçu. E NI mudou muito. Quase não a reconheço quando a visito. Minha rua, a 13 de Maio, mudou de nome. Meus referenciais estão desaparecendo...

Eu, Ney e meu pai, na Faz. São Barnardino, na escada que levava à senzala. 
Com a morte de Waldick, e agora com a de Ney, não somente desaparecem os primeiros guardiões da história iguaçuana, como também se vai pouco de minha própria história. Sei que os dois devem estar acampados nalgum recanto do mundo invisível.E chegará o dia em que me unirei a eles...

segunda-feira, 4 de junho de 2012

SEGURANÇA NA INTERNET

Quem de nós, navegantes desse ciberoceano chamado Internet nunca teve problemas com vírus

Os riscos aumentam quando a gente fornece, e atualiza, informações pessoais nos diversos "nós" da rede social. Piora quando a gente acessa nossas contas em bancos on line, faz compras pela Web e mantém num HD virtual TUDO que é significativo e importante nessa vida fugaz.  

Para ajudar o internauta a fazer uma navegação segura o Comitê Gestor da Internet no Brasil lançou neste ano a Cartilha de Segurança para Internet. O arquivo tem 12 Mb com 140 páginas e 14 capítulos. Você encontra dicas e informações para sobre golpes e ataques na Internet, Malaware, Spam e demais cuidados que o usuário deve ter na Web.

Visite o site do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (clique AQUI para acessar o site) ou clique na figura da Cartilha, na barra lateral. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Mais de 280 livros grátis

Tenha acesso a 285 livros digitais (ebooks) sobre educação, cibercultura ou cultura digital, comunicação, jornalismo, redes sociais, web 2.0 etc, em  Português, Espanhol e Inglês.


Em se tratando de notícias na Internet essa pode ser considerada "velha", pois saiu em janeiro passado. Mas, como só agora fiquei sabendo e como considero importante contribuir para a divulgação dessa informação, aqui vai ela. Foi retirada do site espanhol Humano Digital (clique AQUI para visitar) e vai especialmente para meus colegas professores de Salas de Informática Educativa. 


Abaixo mais de 130 obras em Português. É só clicar nos títulos de seu interesse.

01. Como escrever para a web (Guillermo Franco)
02. O que é o virtual? (Pierre Lévy)
03. Jornalismo 2.0: como viver e prosperar (Mark Briggs)
04. Web 2.0: erros e acertos (Paulo Siqueira)
05. Para entender a internet (org. Juliano Spyer)
06. Redes sociais na internet (Raquel Recuero)
07. Televisão e realidade (Itania Gomes)
08. Autor e autoria no cinema e televisão (José Francisco Serafim
09. Comunicação e mobilidade (André Lemos)
10. Comunicação e gênero: a aventura da pesquisa (Ana Carolina Escosteguy)
11. Conceitos de comunicação política (org. João Carlos Correia)
12. O paradigma mediológico: Debray depois de McLuhan (José A. Domingues)
13. Informação e persuasão na web (org. Paulo Serra e João Canavilhas)
14. Teoria e crítica do discurso noticioso (João Carlos Correia)
15. Redefinindo os gêneros jornalísticos (Lia Seixas)
16. Novos jornalistas: para entender o jornalismo hoje (org. Gilmar R. da Silva)
17. O marketing depois de amanhã (Ricardo Cavallini)
18. Branding: um manual para você gerenciar e criar marcas (José R. Martins)
19. Grandes Marcas Grandes Negócios (José R. Martins)
20. Relações Públicas digitais (org. Marcello Chamusca e Márcia Carvalhal)
21. Ferramentas digitais para jornalistas (Sandra Crucianelli)
22. Blogs.com: estudos sobre blogs (org. Raquel Recuero, Adriana Amaral e Sandra Montardo)
23. Mobilize: guia prático sobre marcas e o universo mobile (Ricardo Cavallini)
24. Mídias sociais: perspectivas, tendências e reflexões (e-books coletivo)
25. Manuais de cinema I: laboratório de Guionismo (Luís Nogueira)
26. Manuais de cinema II: gêneros cinematográficos (Luís Nogueira)
27. Manuais de cinema III: planificação e montagem (Luís Nogueira)
28. Manuais de cinema IV: os cineastas e a sua arte (Luís Nogueira)
29. Homo consumptor: dimensões teóricas da publicidade (Eduardo Camilo)
30. Retória e mediação II: da escrita à internet (orgs. Ivone Ferreira e María Cervantes)
31. O conceito de comunicação na obra de Bateson (Maria Centeno)
32. Comunicação e estranheza (Suzana Morais)
33. Néon digital: um discurso sobre os ciberespaços (Herlander Elias)
34. Manual da teoria da comunicação (Joaquim Paulo Serra)
35. Estética do digital: cinema e tecnologia (orgs. Manuela Penafria e Mara Martins)
36. Jornalismo digital e terceira geração (org. Suzana Barbosa)
37. Comunicação e ética (Anabela Gradim)
38. Blogs e a fragmentação do espaço público (Catarina Rodrigues)
39. Sociedade e comunicação: estudos sobre jornalismo e identidades (João Correia)
40. Teorias da comunicação (orgs. José Manual Santos e João Correia)
41. Comunicação e poder (org. João Correia)
42. Comunicação e política (org. João Correia)
43. Manual de jornalismo (Anabela Gradim)
44. A informação como utopia (Joaquim Paulo Serra)
45. Jornalismo e espaço público (João Correia)
46. Semiótica: a lógica da comunicação (Antônio Fidalgo)
47. Informação e sentido: o estatuto espistemológico da informação (Joaquim Serra)
48. Informação e comunicação online I: jornalismo online (org. Joaquim Serra)
49. Informação e comunicação online II: internet e com. promocional (org. Joaquim Serra)
50. Campos da comunicação (orgs. Antônio Fidalgo e Paulo Serra)
51. Jornalistas da web: os primeiros 10 anos (Jornalistas da web)
52. Onipresente (Ricardo Cavallini)
53. O uso corporativo da web 2.0 e seus efeitos com o consumidor (André Santiago)
54. Caderno de viagem: comunicação, lugares e tecnologia (André Lemos)
55. Desenvolvimento de uma fonte tipográfica para jornais (Fernando Caro)
56. Perspectivas do Direito da propriedade intelectual (Helena Braga e Milton Barcellos)
57. E o rádio? Novos horizontes midiáticos (Luiz Ferraretto e Luciano Klockner)
58. Manual de redação do jornalismo online (Eduardo de Carvalho Viana)
59. Jornalismo internacional em redes (Cadernos da Comunicação)
60. Cartilha de redação web: padrões Brasil e-Gov (Governo Federal)
61. A cibercultura e seu espelho (orgs. Eugênio Trivinho e Edilson Cazeloto)
62. Direitos do homem, imprensa e poder (Isabel Morgado)
63. Conceito e história do jornalismo brasileiro na ‘Revista de Comunicação’
64. Tendências e prospectivas. Os ‘novos’ jornais (OberCom)
65. O livro depois do livro (Giselle Beiguelman)
66. A internet em Portugal (OberCom)
67. Memórias da comunicação (orgs. Cláudia Moura e Maria Berenice Machado)
68. Comunicação multimídia (org. Maria Jospe Baldessar)
69. Cultura digital.br(orgs. Rodrigo Savazoni e Sérgio Cohn)
70. História da mídia sonora (orgs. Nair Prata e Luciano Klockner)
71. História das relações públicas (Cláudia moura)
72. Manual de laboratório de jornalismo na internet (Marcos Palacios e Beatriz Ribas)
73. O ensino do jornalismo em redes de alta velocidade (Marcos Palacios e Elias Machado)
74. Retórica e mediação: da escrita à internet (orgs. Ivone Ferreira e Paulo Serra)
75. Design/Web/Design: 2 (Luli Radfaher)
76. A arte de despediçar energia (Ricardo Cavalline)
77. A blogosfera policial no Brasil (orgs. Silvia Ramos e Anabela Paiva)
78. Direitos humanos na mídia comunitária (UNESCO)
79. Do broadcast ao socialcast (Manoel Fernandes)
80. Manual de assessoria de comunicação (FENAJ)
81. Manual de sobrevivência online (Leoni)
82. Olhares da rede (orgs. Claudia Castelo Branco e Luciano Matsuzaki)
83. A democracia impressa (Heber Ricardo da Silva)
84.  Design e ergonomia (Luis Carlos Paschoarelli)
85. Design e planejamento (Marizilda do Santos Menezes)
86. História e comunicação na nova ordem internacional (Maximiliano Martin Vicente)
87. O percurso dos gêneros do discurso publicitário (Ana Lúcia Furquim)
88. Representações, jornalismo e a esfera pública democrática (Murilo Soares)
89. Princípios Inconstantes (Itaú Cultural, com coordenação de Claudiney Ferreira)
90. Mapeamento do ensino de jornalismo cultural no Brasil em 2008 (Itaú Cultural)
91. Mapeamento do ensino de jornalismo digital no Brasil em 2010 (coord. Alex Primo)
92. Dinheiro na internet: como tudo funciona (Katiero Porto)
93. Como criar um blog: de desconhecido a problogger (Paulo Faustino)
94. Futuros imaginários: das máquinas pensantes à aldeia global (Richard Barbrook)
95. Além das redes de colaboração (orgs. Nelson De Luca Pretto e Sérgio Silveira)
96. Guia prático de marketing na internet para pequenas empresas (Cláudio Torres)
97. Políticas, padrões e preocupações de jornais e revistas brasileiros (UNESCO)
98. Teoria e pesquisa no contexto dos indicadores de desenv. da mídia (UNESCO)
99. Qualidade jornalística: ensaio para uma matriz de indicadores (UNESCO)
100. Sistema de gestão da qualidade aplicada ao jornalismo (UNESCO)
101. Manual de sobrevivência no mundo digital (Leoni)
102. Branding 1001: o guia básico para a gestão de marcas de produtos (Ricardo e Fernando Jucá)
103. Marca corporativa: um universo em expansão (Levi Carneiro)
104. Marketing 1 to 1 (Peppers&RogersGroup)
105. Tudo o que você precisa aprender sobre o Twitter (Talk)
106. Cultura livre (Lawrence Lessing)
107. As marcas na agenda dos CEOs (Troiano Consultoria)
108. Guia da reputação online (António Dias)
109. I Pró-Pesq – Encontro nacional de pesquisadores em PP (USP)
110. O ABCD do planejamento estratégico (Lowe)
111. Suprassumo Mídia Boom (Mídia Boom)
112. Vida para consumo (Zygmunt Bauman)
113. As redes sociais na era da comunicação interativa (Giovanna Figueiredo)
114. Escola de redes (Augusto de Franco)
115. Blog: jornalismo independente (Fernanda Magalhães)
116. Vidro e vidraça: crítica de mídia e qualidade no jornalismo (org. Rogério Christofoletti)
117. Smart digital. Conteúdo social (Bruno de Souza)
118. Jornalismo e convergência (orgs. Claudia Quadros, Kati Caetano e Álvaro Larangeira)
119. Perspectivas da pesquisa em com. digital (orgs. Adriana Amaral, Maria Aquino e Sandra Montardo)
120. Open source: evolução e tendências (Cezar Taurion)
121. Redes sociais e inovação digital (org. Gil Giardelli)
122. Radiojornalismo hipermidiático (Debora Lopez)
123. Em busca de um novo cinema português (Michelle Sales)
124. O paradigma do documentário (Manuela Penafria)
125. Cidadania digital (orgs. Isabel Salema e António Rosas)
126. Análise de discurso crítica da publicidade (Viviane Ramalho)
127. Ensaios de comunicação estratégica (Eduardo Camilo)
128. Para entender as mídias sociais (org. Ana Brambilla)
129. Comunicação e marketing digitais (orgs. Marcello Chamusca e Márcia Carvalhal)
130. Mídias sociais e eleições 2010 (orgs. Ruan Carlos e Nina Santos)
131. 11 Insights (Grupo Troiano)
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum