sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

ENTÃO É NATAL!...

Então, caro leitor, estamos no Natal.

Então é Natal... E o que você fez?
Deixou que coisas insignificantes e irrelevantes se transformassem em figuras principais de crises e desavenças domésticas e/ou familiares? Deixou que o ano passasse sem se desculpar pela falta cometida no lar ou no trabalho? Deixou que a riqueza e poder fizessem você se achar apenas no próprio umbigo? Irritou-se no trânsito quando aquele imbecil atrás de você buzinou no exato instante em que o sinal abriu? Odiou ao seu vizinho quando ele insistiu em ouvir aquelas músicas breguíssimas que você destesta a todo volume, sem respeitar a lei do silêncio? Desejou que os políticos deste país ardessem no mármore do Inferno? Disse todos os dias do ano para sua mulher que a ama porque essa é uma verdade de sua vida?

O ano termina, e nasce outra vez.
Então, é Natal. E o que você fez?
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É CADA VEZ MAIS COMERCIAL

Passei o Natal com a família de minha mulher e amigos. Num dado momento minha cunhada disse que, atualmente, quase não vemos presépios. O que se vê é a predominância da imagem do velho Noel e seu grande saco (epa!) de presentes, um claro e inequívoco ícone do consumo e do capitalismo. Para ela, o Natal se torna cada vez mais um evento meramente comercial, onde o que importe é comprar, gastar, presentear. A tradição e o ritual de armar o presépio, e toda simbologia que o cerca, está desaparecendo. Mas é isso que faz girar a roda da economia mundial e do progresso das nações, não é?

A modernidade tem dessas coisas: é tradiciofágica (tem essa palavra? Não a encontrei nem no Google!), ou seja, devoradora da tradição. É o que acontece com o ato de mandar cartões de Natal. Com a internet fica mais fácil, mas rápido e barato enviar os votos natalinos envolvidos em modernos cartões digitais multimidias.

Há tempos que não envio nem recebo cartões de Natal pelos Correios e, neste ano, também nem um telefonema votivo recebi. Mas encontro meu Orkut e minha mail box repleta de mensagens natalinas, muitas com anexos em PPT, apresentações típicas da época que nos convidam a refletir no sofrimento, nas lições e palavras do Crucificado; a pensar na máxima espírita de Kardec que "Fora da caridade não há salvação", em "Paz sobre a Terra aos homens de boa vontade" etc.

O Natal no mundo virtual não é melhor que o Natal no mundo real. Pode ser até mais bonitinho com tantos gifs animados, com tantas mensagens lindas em cartões animados ou em imagens magníficas, mas diabos! é tudo tão repetitivo, tão dejá vú, que uma sensação de cansaço me domina.

Mesmo assim, quero desejar para você que me lê de vez em quando ou agora pela primeira vez, e do mais fundo de minha alma, um Feliz Natal e um amazônico 2009, pleno de Paz, Saúde e Prosperidade.

sábado, 20 de dezembro de 2008

FORMAÇÃO DE PROFESSORES & AS TIC

2008/12/19 Luis Cavalcante escreveu-me:
Formar professoras(es) para utilizar pacotes de escritório como editores de textos, programas de apresentação, planilhas ou aplicativos relacionados a programação ou a computação gráfica parece não fazer mais sentido, quando cada vez mais encontramos novas ferramentas com imensas possibilidades de uso educacional na internet.


Caro amigo, você está certíssimo nessa análise e conclusão: chegamos naquilo que Capra denomina "Ponto de Mutação", o momento de transição entre paradigmas, o fim de ciclo e o início de outro que se impõe. Antes do velho paradigma desaparecer surge outro, e num mesmo instante coexistem os dois, criando conflito. E é exatamente isso que marca o ponto de mudanças, a mutação entre um estágio e outro. Na Informática aplicada a educação estamos vivenciando essa mudança.

Eu já disse noutras vezes, em outras palestras e mesmo no meu blog, que em se tratando de comunicação e transmissão de informações, ja' tivemos a Era da Oralidade, quando a informação era transmitida somente de boca à orelha. Era a modalidade one-to-one. Nessa era usáva-se apenas 1 dos sentidos, a audição. Depois veio a Era da Leitura/Escrita, quando a mensagem era transmitida por sinais gráficos impressos em mídia concreta (pedra, argila, papiro, pergaminho, tecido, papel), e também usávamos apenas 1 dos sentidos, qual seja, a visão. A sociedade de então era dominada por essas formas de comunicação unidirecional. E, evidentemente, a escola se fundamentava nelas, cada uma ao seu tempo, naturalmente.

Depois veio a Era do Som, com dois momentos: o primeiro quando a mensagem era transmitida a longas distâncias e por meio da eletricidade (telégrafo e telefone), e o segundo quando surge a mídia eletrônica, na figura da radiodifusão. Essa era pode ser sintetizada na expressão "vozes no céu", do escritor Arthur C. Clarke. Novamente continuamos com a predominância de apenas 1 dos sentidos.

Com o cinema e a televisão entramos na Era do Vídeo, e a informação tem um suporte mais amplo e de potencialidades quase ilimitadas, porque passamos a empregar dois sentidos, onde um praticamente não predomina sobre o outro, mas se ajustam, se casam para formar um único. Assim, som e imagem se unem pela primeira vez numa única plataforma, para criar múltiplas interpretações e subjetividades. Seu impacto na política, na economia e na cultura de massas é praticamente incalculável.

Até então tínhamos duas categorias de indivíduos: os produtores de informação e os consumidores dela; os que emitiam a mensagem e os que recebiam; os que apresentavam e os que assistiam etc. Vivia-se a modalidade one-to-many. Esse modelo tb acontecia no chão da escola.

Mas eis que surge a Era Digital, e a informação encontrou seu mais perfeito meio de transmissão e propagação. Agora o indivíduo emprega três de seus cinco sentidos: a visão, a audição e o tato. Tá certo que o sentido do tato é o mais limitado dos três, mas já existem softwares que conseguem transmitir informações para o usuário por meio de vibrações no controle em suas mãos. E já há estudos para que o computador possa reproduzir cheiros quando mostrar uma determinada imagem.

Com as ferramentas de interação e de criação de comunidades virtuais, a nova mídia permite que todos se tornem produtores, autores e/ou co-autores de conhecimento. Com isso ela acrescenta uma dimensão poderosa ao tradicional processo pedagógico: fez surgir o aluno autor, distribuidor e compartilhador de conhecimentos. Nesse novo paradigma, a palavra de passe é “cooperação”. A nova mídia, da sociedade pós-moderna, refaz a força da cooperação e da solidariedade entre indivíduos, antes abandonada ou relegada a um plano inferior na era anterior. E não importam as distâncias geográficas, as diferenças e anacronismos culturais; o que importa é que os indivíduos agora se juntam em comunidades segundo seus propósitos e interesses. Estamos agora na modalidade many-to-many (essas terminologias encontrei no livro “Cultura da Interface - Como o computador transforma nossa maneira de criar e comunicar”, de Steven Johnson.Zahar. 2001).

É claro que diante da nova mídia e da falta de domínio que temos dela, a escola e os educadores apresentam uma tendência para trabalhar com uma formatação a qual estão acostumados. Eis porque as analogias entre o que fazemos tradicionalmente nas salas de aula e o que fazemos na sala de informática ainda predominam. Mas isso está mudando com as novas possibilidades criadas pelas redes sociais no mundo digital.

E nesse cenário, concordo que já não basta ensinar o professor a trabalhar com um software de criação de desenhos como o Paint, ou com editores de textos, de apresentações ou com planilhas eletrônicas. A formação do professor do terceiro milênio deve ser multimidiática também. Eis porque insisto em trabalhar com as ferramentas de interação e colaboração digitais, como blogs e podcast, como ferramentas de formação tanto do estudante quanto do professor.

Uma nova pedagogia está surgindo e somos nos, os educadores atuais, que a estamos construindo, mas não seremos seus beneficiários. Estamos deixando isso como legado.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

ALMANAQUE EDUCAÇÃO

Caro amigo leitor, essa postagem é para divulgar o Almanaque Educação, um programa da TV Cultura lançado em setembro de 2008, que é um “caleidoscópio informativo e cultural” voltado para estudantes dos ensinos fundamental e médio, cujos quadros são deliciosos de se assistir e podem ser excelentes objetos de aprendizagem. Confiram alguns como Escola mundo afora, Túnel do Tempo, Pílulas do Saber, Ao mestre com carinho e garanto que você também se tornará um fã. Clique AQUI

Em meio a enxurrada de programas de baixa qualidade da TV aberta no Brasil, sou fã de carteirinha da TV Cultura. Somente ela oferece uma programação que mescla informação, entretenimento e educação, agregando valores culturais e prestando um importante serviço ao telespectador. E não apenas tem compromisso com a formação cultural, mas também oferece ferramentas para a complementação do currículo escolar e para o desenvolvimento de conceitos de cidadania.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

PESQUISA SOBRE O IMPACTO DO SOFTWARE PÚBLICO

Caro Leitor, começou uma pesquisa que pretende avaliar e identificar os impactos dos softwares públicos na sociedade brasileira. Considero que nos, educadores que lidamos com soluções Open Source, podemos e devemos colaborar nesta pesquisa. Se deseja colaborar, cadastre-se no Portal do Software Público Brasileiro (me cadastrei em 11/11).

O Portal oferece um conjunto de serviços públicos e promove a integração entre setores e usuários de softwares públicos. Lá você tem oportunidade de conhecer diversas soluções desenvolvidas por setores governamentais ou não, ler artigos, fazer parte de comunidades disponíveis (faço parte de duas:i-Educar e Xemelê), atualizar-se sobre o que andam desenvolvendo em termos de Open Source no setor público federal, e ler sobre a pesquisa supra referida. Abaixo um trecho da mensagem que recebi divulgando a pesquisa:

A pesquisa que trata do impacto do software público na sociedade, anunciada no dia 01 de dezembro, pela professora Christiana Freitas da UNB, durante o Open World Forum em Paris, começa hoje. Será a primeira pesquisa no Brasil a tratar do modelo do software público. A partir de agora já é possível acessar o questionário que será utilizado como base para pesquisa e para as análises.
A coordenação do Portal do Software Público Brasileiro, os parceiros e todas as comunidades apóiam a iniciativa, que vai gerar o retrato do impacto do conceito e do Portal na sociedade.
A pesquisa pode ser acessada pelo endereço CLIQUE AQUI

Acreditamos que o software público permitirá novas configurações de redes sociais, políticas e econômicas favoráveis ao desenvolvimento do Brasil. O impacto será significativo, não só no País, mas em todas as nações que perceberem a importância da iniciativa.
A sua participação será fundamental para o sucesso da pesquisa!

Para conhecer um pouco mais sobre os objetivos da pesquisa basta acessar a entrevista realizada com a professora Christiana Freitas, responsável pela elaboração da estrutura da pesquisa. Clique AQUI:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

A TECNOLOGIA, A EDUCAÇÃO E A FÉ

Caro leitor, a reflexão abaixo é por conta de um reclame, um comercial, que passa na TV aqui em Belém e que, diga-se de passagem, é muito criativo. Fala de coisas bem paraenses, do folclore local, mas a mensagem é válida para urbe et orbe. Assista ao vídeo e leia o texto, depois.


A onde nos leva a Tecnologia, a Educação e a Fé?

Colocados assim, parece que Tecnologia Educação e Fé formam o tripé do progresso e evolução da sociedade e do indivíduo. E bem que poderia ser, mas a verdade é bem outra.

Os últimos 50 anos tem sido os mais fantásticos da história humana. Descobertas e invenções jamais imaginadas promoveram um desenvolvimento tecnológico de tal magnitude que a sociedade contemporânea ficou conhecida como "sociedade pós-moderna". A sociedade navega pelo hiperespaço. A tecnologia nos tem levado aonde homem algum sonhou ir. Seja no mundo micro quanto no macrocosmo; no mar, na Terra ou fora dela. E o que ainda não foi alcançado é só uma questão de tempo.

Nesse mesmo tempo a Escola, que por dever de ofício deveria acompanhar pari-passu a tecnologia, incorporá-la, se embebedar dela, viajava à tração animal como no século anterior. E percebeu que não conseguiu nos levar para muito além do nosso jardim ou quintal. Nesse cenário os educadores tentam, se não recuperar o espaço perdido, pelo menos diminuir a distância entre a Educação e a Sociedade Tecnológica onde a escola está imersa.

Mas, com tanta ciência remodelando nossa sociedade, com tecnologia circundando o indivíduo, é cada vez maior o número de pessoas que recorrem a bolas de cristal, a cartomantes, a videntes e toda sorte de artifícios para enganar o destino. A milenar filosofia árabe adverte que "tudo está escrito"; o que é resumido na expressão "Maktub" (e tem muita gente que pensa que isso é coisa do mago Paulo Coelho). Ciência, educação e fé são como líquidos de densidades diferentes em um mesmo frasco. São como aqueles óleos trifásicos de "O Boticário", ou aqueles drinques sofisticados de três cores: em repouso são distintos, mas só funcionam quando agitados, pois espera-se que no fim tudo se misture.

Mas, o homem moderno traz o espírito de outra época, a da idade média. Em meio a avançada tecnologia mantém seus medos, seus temores, suas crenças mais primitivas e ancestrais. Levante a mão quem não conhecem alguém que carrega um patuá, um santinho na carteira ou um crucifixo pendurado no espelho interno do carro? Quem não conhece alguém que acredita em tabus, nas benzeções, nos feitiços, nas rezas brabas, no Livro de São Cipriano, no olho gordo dos Zecas Pimenteira, na sorte ou no azar? O piloto brasileiro Felipe Massa, por exemplo, vive rodeado do que há de mais moderno em tecnologia, mas não esconde uma crença atávica em seu patuá, seu amuleto: sua cueca da sorte.

Se a tecnologia, a educação e a fé não estão sendo suficientes para formar o cidadão do terceiro milênio, o que será?

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

ATUALIZAR O BLOG É KARMA DE BLOGUEIRO

Caríssimo leitor, quero começar esta postagem me desculpando. Se você é um dos que percorre essa rua com frequência, deve ter observado que há duas semanas nada mudou, não apresentei nenhuma nova postagem, nenhum elemento novo na página. É que tenho andado sem tempo para me entregar ao prazer que é manter esse blog atualizado, e isso tem me incomodado, porque não lhe ofereci nada novo e nem dei o melhor de mim.

Não! Não sou daquelas pessoas que recebem visitas em casa e dizem "Desculpe a bagunça" ou "Não repare a desarrumação". Isso fica parecendo que só arrumamos a casa para receber visitas. O blogueiro deve manter atualizado seu blog para satisfazer a si próprio, e não porque alguém virá visitar, eventualmente. É, na verdade, uma obrigação que ele assume no instante que decide ser blogueiro.

Ao criarmos um blog e conquistarmos visitantes e seguidores, criamos também laços de afetividade e de compromisso que, diria a raposa de Antoine de Saint-Exupéry, nos tornam responsáveis por aquilo que cativamos. É o mesmo que acontece com o escritor consagrado: com seus livros ele conquista afetos de corações e mentes. Com seus livros ele não somente ajuda a criar uma rede de amigos, mas se constrói e reconstrói nela e por ela. Assim é com o blogueiro e seu compromisso de escrever. Não importa se escreve para si ou para outros, importa escrever. Escrever é como navegar: é preciso. É esse espírito dos antigos navegantes que deve mover os que escrevem, sejam eles grandes romancistas, poetas ou um humilde blogueiro. Eis o que está no cabeçalho desse blog.

Ao contrário da imagem do navegante, que é escravo de seu barco, de sua bússola e de um destino certo para um porto seguro, o blogueiro não deve ser visto como um prisioneiro do escrever, mas de um compromisso tácito. Então tenho um compromisso contigo, e tu o tens comigo. Compromisso é responsabilidade, é o dever que adquirimos para com o outro, para conconosco e para com o Cósmico. E responsabilidade é Karma!

Manter um Blog sempre atualizado é como ter uma casa e mantê-la sempre arrumada, mas não porque recebemos frequentes visitas, mas porque nos faz bem ter e manter um ambiente agradável, harmônico, que nos conforta e nos traz satisfação e prazer. Satisfação e prazer que compartilhamos com as visitas. Assim, visitar um blog que se mantém sem nenhuma postagem nova por longo tempo, é como caminhar por uma rua cujas vitrines apresentem sempre o mesmo espetáculo: depois de certo tempo você pode até passar pela calçada, mas não olhará mais para ela.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

VENCEDORES DO CONCURSO DE BLOGS 2008

Certos projetos despretensiosos, ou mesmo ações simples, que fazemos em nossa caminhada profissional, ainda que de início não tenha a acolhida esperada, muitas vezes, ao fim e ao cabo, nos enchem de satisfação e regozijo. Este é o caso dos projetos de blogs educacionais de escolas públicas das redes estadual e municipal de Belém, que criei no Núcleo de Tecnologia Educacional-NTE e Núcleo de Informática Educativa-NIED, respectivamente.

Dentro desse projeto, foi criado o 1º Concurso de Blogs de Escolas Públicas Estaduais de Belém (leia mais AQUI), para estimular o emprego de blogs como instrumento de interação entre as escolas da rede, entre alunos e professores, e de divulgação das ações desenvolvidas na/pela escolas.

Nas oficinas de Blog que realizei em 2007 e 2008, todos os participantes eram professores lotados em Salas de Informática (SI), mas nem todos criaram blogs para suas escolas. Outros apenas criaram. Não deram continuidade, não fizeram postagens. Uns alegam que falta apoio e interesse da direção da escola ou que falta a colaboração de outros professores; outros que falta internet na escola. Curiosamente, a escola que teve o blog escolhido como melhor, a Escola de Outeiro, não tem internet na sala de informática. E isso nos mostra o que já sabemos de longe, que algumas escolas, e alguns professores, não sabem aproveitar os recursos que possuem, enquanto outras/outros superam suas dificuldades e limitações na busca por fazer/dar o melhor de si, pois esses compreendem que é essa sua missão; é o compromisso que assumiram com o Cósmico.

E há, ainda, o fato de escolas que ainda não possuem Sala de Informática, mas alguns de seus professores participando dos Cursos de Introdução a Educação Digital que ministramos no NTE, aprenderam a construir blogs e ao perceberem o potencial pedagógico dos Blogs, decidiram criar e manter um Blog para a escola. É o caso da Escola Estadual Waldemar Ribeiro, que não tem SI nem computadores, mas um professor decidiu criar um blog para divulgar os trabalhos na/da escola. E participaram do concurso!

Nesta postagem quero, primeiramente, agradecer aos professores que aderiram ao projeto e acreditaram que a Internet é a via de progresso, crescimento e evolução da educação. Que acreditam que o blog pode contribuir para a interação entre Escola e Comunidade, e que é preciso oferecer ao estudante mais do que o que está contido entre o chão, teto, paredes e carteiras de uma sala de aula, ou seja, que é necessário ampliar a Cosmovisão dos alunos e torná-los cidadãos globais. E os blogs educativos servem pra isso!

Quero agradecer aos colegas que colaboraram comigo e informar que no Blog do NTE já divulgamos a relação dos 10 melhores, os vencedores desta 1ª edição. Mas, abaixo, estou divulgando essa relação. (Clique na imagem para aumentar)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

BLOG SERVE PRA ISSO!

Antigamente, até a época do descobrimento do Brasil, vivía-se a Era da Oralidade. Apenas ouvíamos. A produção de informação era centrada em poucos indivíduos, e transmitidas oralmente. Aos demais cabia OUVIR e confiar na memória para garantir uma transmissão fidedigna. Depois, com a prensa de Gutemberg, veio o advento da imprensa escrita e o acesso a informação tornou-se possível a todos que soubessem ler. Entramos assim na Era da Leitura. Mas a produção da informação continuava restrita a poucos.

Cerca de 400 anos depois entramos na Era do Rádio. As notícias se espalham mais rapidamente, entretanto continuamos como ouvintes, e sem ter acesso a produção e propagação de informação. Na década de 1960 conhecemos a televisão, e inaugura-se uma nova era: a Era do Vídeo. Já não ficamos somente ouvindo as notícias. Agora queremos "ouvir com os olhos". A partir daí as coisas se aceleram e apenas 30 anos mais tarde os computadores pessoais abrem um novo mundo à informação e comunicação. Entramos na Era da Multimídia. Deixamos de ser apenas receptores. Enfim podemos produzir, editar, publicar e compartilhar a informação.

E os Blogs servem pra isso! Num texto escrito para a apostila do Curso de Formação de Professores em Linux Educacional, realizado pelo NIED-Semec/Belém, escrevi: "Nesse cenário, a criança convive com um mundo formatado pelas Tecnologias da Informação e Comunicação-TIC; cresce e se desenvolve onde impera o computador, a mídia televisiva, as imagens frenéticas e coloridas, um universo imersivo, multivisual e multisonoro. (...)
Em contrapartida, a escola atual lhe oferece um mundo estático em preto e branco e espera que ela tenha reações de euforia e contentamento.
"(Para ler o texto completo, clique AQUI.)

O estudante da era da comunicação digital e imersiva já existe. E esse número aumenta exponencialmente a cada ano. Somente o espaço pedagógico tradicional se mantém o mesmo. Uma nova educação, uma nova escola, um novo educador tornam-se obrigatórios e urgentes. Nessa era nem o professor nem o aluno estão mais dispostos a, somente, LER, VER, OUVIR. E os Blogs servem pra isso!

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A REDE MOCORONGA & O JOOMLA!

Encerra-se hoje a 7ª Oficina de Inclusão Digital-OID. O número de participantes excedeu em muito os 3 mil, e descontando a desorganização visível desde o primeiro dia, posso dizer que o evento foi satisfatório quanto a proposta de apresentar os projetos de Inclusão Sócio-Digital regionais e nacionais, com foco em telecentros. A expectativa final do encontro é elaborar a Carta de Belém, um documento que contenha as reinvidicações e as diretrizes sobre políticas públicas para a inclusão digital e social brasileira.

Embora ocupado com o curso Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100 h), que começou uma nova turma na segunda-feira passada (03/11)no NTE Belém, assisti a alguns debates, palestras, plenárias, apresentação de casos e oficinas (veja mais na postagem abaixo).

REDE MOCORONGA
Um dos projetos que achei mais interessantes está sendo desenvolvido em Santarém, município do Pará. Trata-se da Rede Mocoronga de Comunicação Popular, uma ação educomunicativa da Ong Saúde e Alegria, um projeto que nasceu em 1987 e "atende cerca de 150 comunidades com programas de desenvolvimento comunitário integrado nas áreas de saúde, organização comunitária, economia da floresta, educação, cultura e comunicação. A arte, o circo e a comunicação são os principais intrumentos de educação e mobilização da proposta."

JOOMLA!
Outra oficina que considerei interessante foi a de criação e gerenciamento de sites com o JOOMLA!

A oficina foi ministrada pelo Thiago Cardoso, do GNUSP. O Joomla é um software livre e possui uma comunidade espalhada pelo mundo. Seu nome é de origem africana e significa "todos juntos", semelhante a filosofia conceitual do Ubuntu. Oferece uma ampla gama de ferramentas para a criação e administração de sites que dispensa o conhecimento de programação.

O Joomla permite modificar layouts com muita facilidade e criar cadastros on line sem o conhecimento de PHP, HTML etc. Tudo pode ser feito com um simples clique de botões, mas também satisfaz quem domina essas linguagens de programação.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

7ª Oficina para Inclusão Digital-Belém 2008

Começa hoje (Terça-feira,4/11) no auditório principal do Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, a cerimônia de Abertura da 7ª Oficina para Inclusão Digital. O encerramento acontece dia 7/11. Estaremos lá trazendo alguns informes para esse espaço. Veja os temas dos debates:

1. A inserção do tema Inclusão Digital junto ao Fórum Social Mundial
2. Inclusão digital na perspectiva dos territórios
3. Debate sobre crimes digitais e liberdade de ação na internet
4. Debate de construção da Carta de Belém

AS OFICINAS PRÁTICAS
1-Recondicionamento de computadores
2. Desmanche, reciclagem e disposição final de resíduos tecnológicos
3. Metareciclagem e Robótica Livre
4. Formação a distância e presencial
5. Acessibilidade
6. Software livre e telecentros: soluções e potencialidades
7. Educação previdenciária e campanha pelo Registro Civil de Nascimento
8. Elaboração e gestão de projetos
9. Comunicação comunitária e publicação web
10. Oficina de conectividade
11. Como montar cooperativas tecnológicasv
12. Telecentros de Informação e Negócios: compartilhamento de experiências
13. Joomla! Construção e gerenciamento de conteúdos coolaborativos

AS OFICINAS PARALELAS
1. Oficinas que serão realizadas pelo Ministério da Educação:
1.1 Instalação do Conteúdo Livre do Linux Educacional
1.2 Portal Domínio Público
2. Oficina WebRadio
3. Oficina de Vídeo
4. Elaboração e Gestão de Projetos Culturais
5. Teatro do Oprimido sob a ótica da Inclusão Digital
OFICINAS GESAC sobre tecnologias livres de informação e comunicação Centro Multimídia GESAC

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O QUE VOU DIZER NUM BLOG?

Eu entendo que toda pessoa tem algo para dizer a outra, algo de si, e um blog pessoal funciona excelentemente bem para isso. Desde que o indivíduo se encontre naquilo que escreve e, principalmente, que escreva sobre algo que goste realmente.

Com essa premissa iniciei, em 2007, a primeira oficina de blogs para professores de salas de Informática de escolas públicas estaduais, posteriormente fiz oficinas iguais para professores da rede municipal (os resultados podem ser vistos no Blog do NTE e no Blog do NIED).

Como blogueiro fui contaminando todos os colegas de trabalho, instigando-os a criarem seus blogs, a espalharem a idéia de usar blogs como poderosas ferramentas para se trabalhar as habilidades auto-expressivas do aluno, contribuindo para criar ou desenvolver novas habilidades reflexivas em leitura, escrita, pesquisa; além de servir para divulgar os trabalhos desenvolvidos na escola. Hoje tenho muita satisfação de ver meus companheiros de NTE e NIED, todos, com seus blogs e ensinando a criar blogs.

Pois foi na turma do Prof. Dilson Aires que uma cursista, a profª Cristina Mácula, fez seu primeiro blog e deu o depoimento abaixo em sua primeira postagem. Gostei tanto que reproduzo aqui:

Nunca entendi de Blogs, nunca vi função nos Blogs que eu nem entendia, nunca tive "saco" para ler um Blog por inteiro, nunca pensei em ter um Blog, nunca tenho tempo... muito menos para ter um Blog...
Até que um dia, meu professor, o Mestre Dilson, disse que todos os alunos deveriam criar um Blog... AAAAAH!! O que vou dizer no Blooooooog??? Pelo amor de Deeeeus!!...
Passado o desespero inicial, lembrei de um antigo sonho: conversar com o mundo sobre os meus filmes prediletos. Pronto!
Nunca usei tanto um 'computer', nunca digitei tanto, nunca tive tanto o que escrever, nunca estive tão empolgada na frente da 'internet' e nunca fui tão feliz!!!
De cinéfilo para cinéfilo, quero compartilhar com você, como nunca o fiz , a minha paixão: filmes.
E... nunca diga nunca.
Felicidades.
* acesse o blog AQUI.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

A MATEMÁTICA DE RIBEIRINHOS AMAZÔNIDAS

Caro leitor, nessa postagem quero lhe falar sobre algo de que gosto bastante: Matemática, ou melhor, Etnomatemática. Ah! Não faça essa cara, e nem se vá para outro blog. Espere! Não vou falar da hermética Matemática acadêmica, ou da mística Matemática Divina (sim, há uma, sabia?). Falarei da Matemática que você emprega, sem se dá conta, nas coisas simples do seu cotidiano; como aquilo que denomino “Matemática de cozinha”. Já observou quantos conhecimentos matemáticos são necessários para preparar um bolo, uma lasanha, um pão caseiro, um Cassoulet ou Ratatouille?
Dia desses provei para a minha empregada, enquanto ela preparava uma caldeirada, o quanto ela sabia de Matemática.
A nossa cozinha sempre esteve rica de Matemática e mal percebemos, talvez porque essa Matemática não seja valorizada pela escola.
O fato é que, para preparar qualquer prato, assim como comprar os ingredientes, é necessário conhecer e empregar algumas unidades de medidas, como o Grama e o Litro. Mas há outras que utilizamos diariamente sem a cerimônia acadêmica dessas duas. São as unidades de medida não convencionais, que fazem parte do que chamamos Matemática Cultural, Matemática Materna ou Etnomatemática. Etnomatemática é um conceito criado pelo eminente matemático brasileiro Ubiratan D’Ambrosio.
Você já deu "uma tragada"? Num cigarro, claro! (Desculpe, eu sou antitabagista, mas é apenas a título de exemplo, certo?). Já tomou "um gole", já usou uma "pitada de sal", um "fio de óleo", "um punhado" de farinha? Já comprou uma “mão de milho”? Pois, então, já empregou essas unidades não convencionais. E se buscar com cuidado, acabará encontrando outras unidades para medir quantidade, massa, volume, área, comprimento, tempo, típicas de sua região para.
É o caso de algumas curiosas unidades de medidas encontradiças nas muitas comunidades ribeirinhas do Pará, tanto em corriqueiras transações comerciais quanto em atividades de plantio, colheita, pesca, fabricação de instrumentos. Quando cheguei aqui achava estranho ouvir alguém dizer, por exemplo, que vendeu dez rasas de açaí; que comprou um frasco - ou um paneiro - de farinha; que comprou um litro de camarão, uma pêra - ou um cofo - de caranguejo, uma mão de milho; que tem uma tarefa para roçar, que plantou uma carreira de eucalipto, que tem “uma linha de arroz para apanhar”, que viu “uma sucuri com 16 palmos de pé”.
Inspirado em Ubiratan D’Ambrosio, este blogueiro concebe “a disciplina matemática como uma estratégia desenvolvida pela espécie humana ao longo de sua história para explicar, para entender, para manejar e conviver com a realidade sensível, perceptível, e com o seu imaginário, naturalmente dentro de um contexto natural e cultural” (1996, p.7). No entanto, é preciso esclarecer o conceito de realidade que estamos empregando: “here we understand reality in its broadest sense (i.e. natural, physical and emotional, into which the individual is immersed) and individual as an element of this reality wich, being part of it, performs inteligent actions, which will reflect upon this reality” (D’AMBROSIO, 1985, p.15).
Nessa teia do fazer cotidiano em que o indivíduo está imerso, e que constrói e reconstrói incessantemente, despontam vez ou outra alguns nós que revelam particularidades na relação do sujeito com o todo circundante, e ao observá-los podemos identificar as ferramentas (cognitivas, dialógicas ou concretas) que ele cria ou se apropria, na tentativa de entender, explicar, problematizar e propor soluções. E as relações entre as práticas sócio-culturais e a matemática oral ou dialógica, seja dos caboclos ribeirinhos, seja dos feirantes no Ver-O-Peso, seja do lavrador, do pedreiro ou da minha empregada, se evidenciam nesses elementos nodais.
Entretanto, a tese que norteia nossa ação pedagógica deve ser a de que o conhecimento matemático resulta das interlocuções estabelecidas pelo homem com os elementos culturais do contexto no qual é produzido. Quando assumido como linguagem, esse conhecimento torna-se um recurso fundamental no exercício de leitura da realidade, voltado à elaboração de soluções dos problemas cotidianos na caminhada pela melhoria da qualidade de vida.

Referencias
D'AMBROSIO, U. Educação Matemática: da teoria à prática. Campinas: Papirus. 1996. ________________. Sócio-cultural bases for a Mathematics education. Campinas: Unicamp. 1985.

sábado, 18 de outubro de 2008

E a cigana analfabeta lendo a mão de Paulo Freire (Beradêro-Chico César)

Eu sempre gostei de ler. Quando menino e adolescente, achava que lendo também estava estudando, ou que só estava estudando se estivesse lendo. Então veio o Ziraldo e disse que "Ler é mais importante do que estudar" (já fiz uma postagem aqui mesmo sobre isso - clique AQUI para ler). Com essa frase ele substituiu o ato obrigatório de estudar pelo prazeroso ato de ler, e libertou a gurizada.

Depois veio Paulo Freire me dizer que ler não é apenas juntar signos linquísticos, mas ter uma apreensão maior da realidade. E aprendo que "A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente" (Paulo Freire).

Então, há diversas linguagens e códigos no mundo, e NÃO EXISTE quem não saiba "ler" pelo menos uma delas. O índio analfabeto sabe ler os sinais da floresta; o pescador analfabeto sabe ler o horizonte; a cigana analfabeta sabe ler a mão do doutor. Descubro que ANALFABETO nada tem a ver com a leitura de que fala Paulo Freire. Analfabeto é, APENAS, uma expressão criada pela sociedade letrada para identificar o indivíduo que ainda não desenvolveu a habilidade de interpretar o significado dos caracteres que compõem um texto impresso.

É por isso que gosto tanto da canção Beradêro, do Chico César. Ela fala da leitura desse mundo não acadêmico. Quem está acostumado com a literatura nordestina de cordel, logo reconhece o estilo. A letra toda é um belo trabalho de rima e metáforas em redondilha de sete pés. Tem cheiro de chão, pó, poeira. Cheiro de nordestino, gente lutadeira. Gente que quase só tem de consolo os sonhos; que sai da miséria no Nordeste e “o olhar vê tons tão sudestes”, nessas léguas tiranas da vida.

Ah, se eu fosse professor de literatura! Empregaria essa poesia num trabalho de leitura com meus alunos. * Foto do autor, tirada durante show no dia 09/10 em Belém

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

INFORMÁTICA & AS BOTAS DE SETE LÉGUAS

Uma ou duas indagações cabulosas, caro leitor, talvez não seja a melhor forma de iniciar este artiguete, mas pensei em fazer-te um desafio. Então, segura: Na sua opinião estamos presenciando uma revolução ou uma reforma no ensino com a chegada dos computadores? A informática promoveu um salto na qualidade da educação brasileira ou um retrocesso no desempenho dos alunos? É possível uma tecnologia educacional progressista ser incorporada a práxis pedagógica de professores conservadores? Enquanto você reflete, sigamos com o texto.

Meu primeiro contato com o computador como ferramenta pedagógica foi em 1990. Soube de um curso que o então Centro de Informática da Educação - CIED, órgão do Departamento de Informática Educativa (DIED/SEDUC) ministraria na Escola Agroindustrial Juscelino Kubitschek-JK, em Benevides. Fiquei curioso e me inscrevi. Segundo me informaram, o laboratório de informática do JK foi o primeiro montado em uma escola pública no Brasil (antes só em universidades). As máquinas eram 486 DLC Ciryx, sistema MS-DOS (e acho que Windows 3.1) em rede Novel. O software trabalhado foi o Logo Writer (em espanhol), que rodava em DOS. Aquilo era para mim algo curioso e interessante mas, confesso meio acabrunhado, naquela época eu não enxergava o potencial pedagógico do computador, mas gostei de comandar a tartaruguinha.

Em 1997 soube que o CIED selecionaria professores para uma especialização em Informática Educativa pela Universidade do Estado do Pará-UEPA, e que estes iriam compor a primeira turma de Multiplicadores do ProInfo. Fiquei curioso e me inscrevi. Bem, a partir dai comecei a considerar a informática como a coisa mais importante no cenário educativo, depois da invenção do livro e do professor. No primeiro momento julguei que os computadores logo promoveriam a ansiada reforma no ensino público, permitindo aos atores do processo (a escola, o aluno e o professor) darem o ansiado salto na qualidade da educação.

E eu tinha uma analogia para os computadores na educação que gostava de pensar: imaginava que essa tecnologia seria algo como a bota de sete léguas, dos contos de Perrault. No conto, o Pequeno Polegar calça as botas de 7 léguas do gigante e elas, por mágica, se ajustam ao seu pé, então ele pode vencer grandes distâncias sem esforço. Eu achava que assim seria quando os professores "calçassem" os computadores. E acho que foi isso que os projetistas palacianos de brasília também pensaram que iria acontecer quando os computadores aterrissassem nas escolas: que os professores dariam gigantescos saltos no seu modus operandi , trazendo a escola do século XVII ou XVIII em que pedagógicamente vivia, para as portas do novo milênio. Com isso os estudantes dariam saltos significativos na qualidade de sua aprendizagem, construiriam conhecimentos com mais facilidade e prazer. Hoje o cenário que vejo me deprime, mas não me desistimula.

Continuo tentando convencer professores a calçarem as botas de 7 léguas do gigante, prometendo que se ajustarão direitinho em seus pés; que com elas podem ir por mares nunca dantes nevegados sem temor. Continuo tentando por asas em seus pés, para que eles possam pô-las nos pés de seus alunos.

Isto posto, espero que você tenha compreendido que o que importa não é responder as indagações feitas, mas se satisfazer com a busca pelas respostas.

sábado, 11 de outubro de 2008

A CENSURA DOS PAIS É ZELO.

Desculpem os tecnobregueiros, funkeiros, pagodeiros, os famigerados “forrozeiros” e duplas country, mas gosto de música de qualidade, que tenha conteúdo, que tenha poesia inteligente, lapidada, e de arranjos bem elaborados. Nessa postagem quero falar dessa onda de músicas de qualidade no mínimo duvidosa (para ser cortês e educado), que teriam seus discos quebrados sumariamente pelo Flávio Cavalcante, se ele ainda estivesse vivo e apresentando seus memoráveis programas.

Eu costumava assistir com meu pai aos programas do jornalista e apresentador Flávio Cavalcante, lá em Nova Iguaçu (RJ) nos meados da década de 1960 e década de 1970. Flávio Cavalcante em seu “Um instante, maestro!”, quebrava os discos que traziam letras maldosas ou de má qualidade. prestou valiosos serviços à música brasileira. Ele faz falta hoje, quando as rádios e TV divulgam tanto lixo sonoro travestido de música, que já formam (ou deformam?) o gosto musical de uma geração.

É admirável que se toque nas rádios e programas de TV de apelo popular, tantas músicas cuja vulgaridade e até mesmo obscenidade chegam a ser um atentado ao pudor. Não falo das besteira de duplo sentido cantadas antigamente pelo Genival Lacerda, Sandro Beker (quem se lembra?) e outros. Estas estavam mais para o humorismo e a brincadeira maliciosa. Falo de músicas inspiradas em bandidos, em drogas, em sexo com letras tão explícitas e melodias tão pobres quanto idiotas, e que se tornam-se hits nacionais mais rapidamente do que catinga de carniça se espalhando ao vento.

Coisas como Créu, Funk das Cachorras e similares, ou preciosidades como “Mas se o dinheiro ta na mão, a calcinha tá no chão”, que não esconde a profissão da personagem, ou “Vamos simbora pra um bar beber, cair, levantar”, ambas do grupo de “forró” Saia Rodada, recheiam a programação musical de muitas rádios brasileiras, e bailes por todos os cantos. Já vi e ouvi, até em festas de colégio, crianças dançando com sensualidade (claro que elas não tem essa consciência nem sabem exatamente o que é isso!), sob o olhar sorridente e mesmo satisfeito dos pais, provavelmente achando lindo a filhinha dançar, empinando a bunda e se rebolando com uma mão na cabeça e outra na cintura. O fato é que os pais, por serem apreciadores dessa categoria de música e de programa de TV, não regulam o que suas crianças assistem e ouvem. Em muitos casos até estimulam a imitação.

Meus filhos ouviam os clássicos da música nacional e internacional, mas também assistiam ao É o Tcham! Minha enteada, com 11 anos, tem a base da boa MPB construída em casa; é fã de Zeca Baleiro, Rita Lee, Cássia Eller (e, claro, da banda RBD), mas de vez em quando também ouve um tecnobrega, que é a moda em Belém.
Não pensem que é falso moralismo, é tão somente mais uma preocupação de um educador que gostaria de ver as crianças tendo a chance de conviver também com a boa música brasileira e poder ter opções de escolha. Em muitos lares só se ouve coisas como “Vai popozuda...”, “Um tapinha não dói...”, “Tchu Tchuca...”; e nas TVs o que se tem é Mulher Melancia, Mulher Trepadeira, Mulher Jaca, mulher isso, mulher aquilo. A mulherada que no passado lutava contra o machismo, contra a idéia da ‘mulher objeto’, hoje se entrega a essa onda sem piar.

Não pensem que o lixo musical a que me refiro é somente produção nacional. Há muito lixo internacional que desaba sobre o nosso patropi. Coisas como “I Wanna Fuck You” (Akon) e “Becouse I got hight” (Afroman), a famosa música do Homem Beringela, são um exemplo.

A música brasileira está cheia de excelentes composições, contudo é vergonhosa e deprimente a contribuição da mídia em propalar uma música de caráter obsceno, apenas porque ela vende. Carlos Rodrigues Brandão, em seu “O que é folclore” (Brasiliense, 1982. p. 46) diz: E, todos sabemos, para a indústria da cultura não há arte, devoção, tradição ou ritual. Há produtos culturais que interessam à indústria pelo seu valor comercial: vendem? São bons!”

Não apoio a censura oficial, mas a censura de pais e responsáveis é zelo, é cuidado e formação. E escola deve promover uma leitura maior dessas músicas popularescas que fazem apologia ao crime, prostituição, drogas, e que explodiram nas periferias e hoje toma conta da mídia, sob pena de ser acusada de falta de compromisso com a boa educação do cidadão.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

OS MALUCOS BELEZA PÓS-MODERNOS

(Ela retirou algumas costelas para ter essa cinturinha)

O que tem de gente 'maluka' neste mundo não tá no gibi (aliás, essa é uma expressão da velha guarda, que os doidos de hoje não conhecem). E a Internet permitiu que todos os malucos do planeta pudessem dar as caras e exibirem suas nóias como se fosse um curriculum vitae digno de orgulho. É cada vez maior o número de gente querendo ficar diferente de gente e se parecendo com bichos ou extraterrestres.

A busca pela marca pessoal começou na década de 1970, chamada "década do EU". Um momento histórico de efervescência cultural e tecnológica mundial. As pessoas usavam figurinos estravagante, vestiam cores berrantes e se exibia mais do que no passado. A educação de antigamente formava o cidadão para ser uma pessoas discreta, sutil, que evitava escândalos e que preferia passar despercebida a ser apontada e identificada com qualquer alcunha que não fosse digna. Isso hoje é identificado como anonimato, mas naquela época era tão somente uma maneira tranquila e educada de se comportar em sociedade.

Evidentemente que sempre houve quem apreciasse se destacar na multidão, nem que para isso fosse estigmatizado, mas ainda há muita gente que prefere passar despercebida, sem chamar a atenção de maneira escandalosa como vemos tantos fazerem hoje. E isso vale tanto para jovens quanto para os maduros, embora com esses últimos os conservadores seja menos tolerantes.

Hoje, na sociedade globalizada, cada vez mais indivíduos querem sair da massa anônima e terem seus 15 minutos de fama, de qualquer jeito. Querem ser apontados como uma criatura exclusiva, única até, e não como uma produção uniforme. Ninguém quer mais passar despercebido, e para isso vale tudo. Não há regras a serem respeitadas, nem pudores a serem contidos, nem privacidade a ser mantida. Hoje vivemos na era do "liberou geral", do "fale bem ou mal mas fale de mim".

Nessa sociedade mundializada, para ser diferente, para se promover e se destacar, não há atitude ridícula nem comportamento vergonhoso. O Ego se nutre da admiração popular, e muita gente é capaz de adotar novos modelos de configuração corporal para atingir esse objetivo.

Mas, por mais doidos que pareçam ser, eles são apenas pessoas que possuem outro padrão de estética e decidiram reescrever seu papel nesta divina comédia humana. Vivem na sua, se curtem numa 'nice' e não prejudicam a ninguém. Que querem ser diferentes sem interferir na vida alheia e sem prejudicar aos demais; que gostam de aparecer, mas evitam proporcionar constrangimento ou transtorno aos outros. São pessoas a quem os olhares de crítica e os risos de escárnio e desaprovação não perturbam nem incomodam.

Este blogueiro vem de público defender o direito dessas pessoas serem como são, até mesmo bizarras. Eu prefiro esses 'malucos' aos que, em nome do Cristo exploram a boa fé das pessoas; aos que em nome de sua fé destroem e matam seus semelhantes. Prefiro esses doidos aos que destroem a juventude com drogas; aos que exploram a força de trabalho de outros e lhes nega qualquer direito; aos ambiciosos pelo poder que sacrificam vidas sem piedade; aos que, por sua força e poder, abusam dos mais fracos; aos que abusam sexualmente de indefessos; aos políticos corruptos e corruptores cuja má conduta amplia a miséria no mundo, e aos administradores públicos que dilapidam o patrimônio comunal e se locupletam com o dinheiro do povo.

É como dizia o velho colunista social Ibrain Sued, levantando os dois dedos em sinal de Paz e Amor: "os cães ladram mas a caravana passa". *Veja mais imagens de pessoas modificadas AQUI.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

ELEIÇÕES OBRIGATÓRIAS É DEMOCRACIA?

Entramos no mês de outubro com as eleições municipais agitando a população. A mídia diz tudo é uma festa da democracia, que o eleitor exerce assim seu direito de cidadania, e quer fazer crer ao indivíduo que aquilo que ele está o-bri-ga-do a fazer é um di-rei-to, e ainda arremata com o reforço de “democrático”.

Nesse cenário de obrigatoriedade, os votos são favas contadas pelos políticos. Basta eles, quando muito, se esforçarem um pouco para abocanhar uma fatia desse bolo. E temos visto que muitos candidatos dizem besteiras ao léu, e ainda assim ganham votos. Entramos no mês de outubro com as eleições municipais agitando a população. A mídia diz tudo é uma festa da democracia, que o eleitor exerce assim seu direito de cidadania, e quer fazer crer ao indivíduo que aquilo que ele está o-bri-ga-do a fazer é um di-rei-to, e ainda arremata com o reforço de “democrático”.

Diante dessa farsa do autoritarismo, me pergunto como pode ser um direito se o cidadão está obrigado a votar, a optar por um ou noutro candidato, e o voto em branco ou nulo são desencorajados? Acho engraçado essa argumentação. Meu falecido pai diria que é um sofisma que a inteligentzia emprega como arremedo de “ato cívico”. O pior é que tem muita gente que acredita!

Se uma pessoa disser que vai votar em branco ou nulo, porque não considera os candidatos apresentados como merecedores de seu voto, logo surge alguém para condenar e criticar ferozmente esse seu direito, dizendo que ele não está fazendo sua parte, que isso que aquilo. E se o coitado decidir não ir votar, tá lascado! Vai sofrer uma série de punições pra deixar de se besta e não querer seguir a manada.

Eu quero escolher meus candidatos não porque a nação me elegeu um eleitor, mas porque eu escolhi ser um cidadão participe do processo, um indivíduo que sabe o valor de seu ato político e que tem no voto seu instrumento para construir um futuro mais promissor para sua comunidade. E isso só chegará quando o voto não for obrigatório. Espero estar vivo até lá.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Linha do Tempo da Informática Educativa no Brasil

Hoje encontrei numa mensagem no grupo Blogs Educativos um endereço para criar Linhas do Tempo (clique aqui para ir ao site) e lá encontrei esta linha do tempo da Informática Educativa no Brasil. Eu que lido com IE desde 1997, e acredito que os computadores em rede podem revolucionar a educação pública nacional, garantindo melhorias no/do processo, tanto para o ensinante quanto o aprendente, achei muito interessante este trabalho. Confira abaixo:

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Gabriel Pensador: a palestra que não vi

E a Feira Pan Amazônica do Livro terminou

Caro leitor, este blogueiro está um tanto acabrunhado por não ter podido dar continuidade a série de postagens sobre a XII Feira Pan Amazônica do Livro, encerrada ontem, domingo, dia 28 de setembro, e um tanto frustrado por ter prometido para alguns leitores amigos(as) uma postagem sobre a palestra do Gabriel Pensador - acontecida dia 25 - e não ter cumprido a promessa. Mas acreditem, eu tentei, juro que tentei!
Vocês não fazem idéia da multidão que invadiu o espaço do Hangar durante a feira, e mormente naquele dia. A fila na entrada parecia a de um grande show de Rock. Chegamos, eu e minha mulher, poucos minutos antes das 20 horas - o horário de início de toda as palestras acontecidas durante a Feira - e eis que ao chegar nas escadas de acesso ao segundo piso, onde está o auditório do Hangar, encontramos dezenas de pessoas aglomeradas: ninguém subia! Reclamações, protestos e mais protestos. Os seguranças na escada estavam com ordens de não permitir a subida de ninguém. Um deles me disse que o auditório estava superlotado e suas portas fechadas. Não havia a possibilidade de entrar mais ninguém.

Gabriel, Pensador

Fiquei fulo da vida com a oportunidade perdida. Para mim o indivíduo que, numa sociedade onde a maioria se contenta apenas em reproduzir, em ser cópias de cópias, tem a coragem de se dizer "Pensador" e de adotar como sobrenome essa alcunha, merece todo meu respeito.
Pensar é um ato inerente ao ser humano, porquanto deve ser fácil, não é? Mas não é! Pensar é um ato de busca pela compreensão e conhecimento, de si e do outro, do singular e do complexo. Tem a ver com o ato matemático de comparar (pensar = pesar), de avaliar e decidir, por conseguinte, de julgar. Em sendo um ato matemático, baseia-se na lógica, na razão, em detrimento da emoção. Vê, então, como é não é tão fácil como supõe nossa vã filosofia?
Eis porque tenho grande admiração pelo trabalho do Gabriel Pensador, por suas letras bem elaboradas, refinadas até, e por seu humor cáustico, ferino. Dizer-se "Pensador" até pode soar como pretensão do Gabriel, mas a mim parece mais o humildade reconhecimento de uma responsabilidade assumida pelo artista; a responsabilidade de fazer os outros também se tornarem pensadores.
Se você ainda não conhece o blog do Gabriel Pensador, clique aqui para visitar. Recomendo que assistam ao vídeo que ele fez no Hotel Hiltom, aqui em Belém, com o artista Bule Bule.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Ariano Suassuna na feira do Livro - 4º Dia

Noite de segunda-feira, quarto dia da XII Feira Pan Amazônica do Livro. Seria uma noite de segundo como outra qualquer se não fosse a presença do grande escritor paraibano Ariano Suassuna, talvez o maior atrativo do evento, a considerar o número de pessoas que lotavam o amplo auditório. Para mim era a segunda vez que assistia a uma palestra do mestre. A primeira foi neste mesmo local, na edição anterior da Feira.
Quando Ariano Suassuna entrou no recinto, foi aplaudido estrondosamente, e agradeceu agitando os braços, como um campeão das olímpiadas faria. E abraçando a si mesmo, como o artista consagrado que é, dizia que estava abraçando a todos. O público, sentindo-se abraçado, agradeceu com mais aplausos.
Ariano tem compromisso com a diversidade cultural e com a cultura popular. É, de longe, o maior defensor da cultura brasileira e nordestina, em particular. Sua voz, personalissimamente rouca e carregada do sotaque pernambucano, era facilmente ouvida num auditório silente e respeitoso. Com a naturalidade e autoridade de quem foi professor da Universidade Federal de Pernambuco por 33 anos, fez sua aula-espetáculo durante duas horas. E teríamos ficado por mais duas, ou quatro, se ele quisesse ou pudesse.
Para muitos como eu, que o admiravam pelos livros e adaptações destes para o cinema e televisão, compartilhar do mesmo espaço e tempo, e ouvir de viva voz seus causos, suas lições, é um privilégio, uma honra. Foi isso que senti quando, ao final fui levar-lhe um livro para autografar e na minha frente havia uma mãe com um garoto que devia ter uns 8 anos. A mãe trazia uma máquina fotográfica nas mãos e o pequeno trazia a programação do dia. Quando ela foi informada que Ariano só autografaria livros, pediu que pelo menos a deixasse tirar uma foto. O velho escritor abraçou a criança e deu-lhe beijo na cabeça. A mãe feliz e, provavelmente, orgulhosa, registrou para sempre esse instante.
Observando a cena, fiquei imaginando sua satisfação, satisfação de mãe que cuida do filho e que está segura que lhe dá o melhor que pode. E lamentei por meus alunos cujos pais nunca oportunizaram esse contato com a boa música, a boa arte, a boa literatura. Lamentei por todas as crianças e jovens que se embebedam dessa cultura de má qualidade, que a mídia derrama aos borbotões.
Então me lembrei de uma frase que Ariano quase ao final da palestra: "O povo gosta de arte boa, mas não tem acesso. Não estão deixando o jovem brasileiro ter contato com o filé, só dão o osso". Ele se referia a uma frase de Capiba, célebre compositor de frevos, que dizia "só dão osso pro cachorro" e o coitado do animal rói por não ter opção, mas experimentem dar filé! Esse garoto levado pela mão da mãe teve contato com o filé.

EDUCAÇÃO E BOLSA FAMILIA

Sobre Educação, disse que este não era o maior problema do Brasil. “O maior problema do Brasi - afirmou - é a miséria! Até uns anos atrás o percentual de brasileiros abaixo da linha da pobreza era 34 vírgula alguma coisa por cento. Com o Bolsa Família baixou para 18%. E ainda tem gente que fala mal do Bolsa Família!”- arrematou. E o auditório aplaudia praticamente a cada parágrafo. "A educação está em segundo plano. Em primeiro está a fome. Não adianta ter os melhores professores do mundo se o aluno não come”.
Também disse que estava muito preocupado com as histórias sobre a internacionalização da Amazônia: “O Brasil não pode perder a Amazônia”, disse para aplausos calorosos da platéia. Afirmou que alguns até podem chamá-lo de “arcaico-nacionalista-estreito” que ele não se incomoda, "porque meu negócio é defender o Brasil e sua cultura. Eu não tenho poder político, nem econômico, mas tenho uma língua afiada desgraçada!” (Risos)
Para ilustrar que estava sempre do lado do povo, foi buscar em seu “O auto da compadecida” o exemplo de João Grilo e Xicó. Mas alertou: “João Grilo é astucioso. Eu não tenho astúcia nenhuma. Eu me identifico mais com o Xicó, com aquelas mentiras dele. Eu sou um mentiroso!” O povo ria, entendendo muito bem que essa era sua maneira de dizer que ela era um contador de histórias.

domingo, 21 de setembro de 2008

Feira Pan Amazônica do Livro -3º Dia

Hoje é domingo, pede cachimbo... Não, nao! Hoje é domingo, pede livro.

Milhares de pessoas visitaram hoje à XII Feira Pan Amazônica do Livro, que apresentou uma programação extensa e variada, com ênfase no público infantil. Além das oficinas de brinquedos, de desenho etc, as criançada tem teatro infantil, cinema e dança. E para adultos há shows, palestras e seções de autógrafos.

No Encontro Literário foi a vez do escritor e cantor Vitor Ramil se apresentar, falando de sua vivência e de seu livro "Satolep".

Nas imagens abaixo, temos 1. A multidão que lotou o Hangar; 2. Livros para todas as idades; 3. Meu amigo, escritor Walcir Monteiro, no estande do Escritor Paraense; 4. o estande com os menores livros do mundo sempre atrai muito público; 5 e 6. Livros em "Pop Up" que se abrem criando o cenário de suas histórias (a mãe precisou puxar a criança encantanda pelo livro).
Eis a programação para os escritores convidados, sempre às 20h, no auditório: Dia 22 - Ariano Suassuna; Dia 23 - Marina Colassanti; Dia 24 - Afonso Romano Sant'Anna; Dia 25 - Gabriel Pensador; Dia 26 - Rubem Alves; Dia 27 - Fernando Morais Dia 28 - Arnaldo Antunes.

sábado, 20 de setembro de 2008

Feira Pan Amazônica do Livro -1º Dia

Conforme o prometido na postagem anterior, hoje trago algumas cenas&impressões do 1º dia de Feira Pan Amazônica do Livro, que está em sua décima segunda edição. Seguindo a tradição, o patrono deste ano é o escritor paraense Antonio Tavernard e o país homenageado é o Japão.

O evento acontece no Hangar-Centro de Convenções, que é um espaço moderno e privilegiado para eventos diversos, desde encontros, congressos e similares a shows de cantores como Roberto Carlos; de exposições e formaturas a casamentos.A cerimônia de abertura, no auditório do Hangar, contou com a presença da Governadora Ana Júlia Carepa, do Secretário de Estado de Cultura, o professor Edílson Moura da Silva, e de representantes do país homenageado. A cerimônia teve fraca participação do público, mais interessado em ver as novidades e passear pelos estandes.

Um dos estandes que mais me agradou foi o do Escritor Paraense que, ao contrário de anos anteriores, recebeu da organização do evento um espaço nobre, digno e merecedor de elogios. Foi lá que encontrei o amigo poeta e trovador Antonio Juracy Siqueira - o "filho do Boto" como ele mesmo se define -, com seu inseparável chapéu branco.

Um dos momentos mais aguardados é o Encontro Literário, quando escritores de todo o país conversam com o público. Alguns já são frequentadores da Feira, como o grande escritor Ariano Suassuna, que no ano passado divertiu-nos contando trechos de sua vida. Outros estão pela primeira vez, como Gabriel Pensador. Para este anos as presenças confirmadas são: Nélida Piñon, Vitor Ramil, Ariano Suassuna, Marina Colasanti, Affonso Romano, Gabriel Pensador, Rubem Alves, Fernando Morais e Arnaldo Antunes.

Veja abaixo algumas cenas deste primeiro dia. Passe o mouse sobre a foto para ver a legenda.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Belém: capital amazônica do livro

Atenção amigo leitor de Belém ou de passagem por esta bela cidade, começa amanhã (dia 19/09) e se extenderá até o dia a 28/09/2008 a XII Feira Pan Amazôinica do LIvro , no Hangar - Centro de Convenções e Feiras da Amazônia. Esta que é a maior feira do gênero do Norte e uma das mais importantes do país, e terá como país homenageando o Japão. O Pará abriga uma das maiores colônias de japoneses do Brasil, e há 80 anos seus cidadãos e descendentes contribuem ativamente para a cultura e economia do estado.
Nos últimos oito anos o Núcleo de Informática Educativa-NTE no qual trabalho tem participado dessa feira, montando uma Sala de Informática com 10 computadores em rede, para receber crianças e mostrar o trabalho pedagógico com jogos e softares educacionais. No ano passado nossa participação foi com palestras e oficinas. Eu proferi uma palestra sobre ... e ministrei uma oficina de Blogs. Este ano, o NTE não irá participar da programação da Feira.

Este blogueiro, buscando colaborar voluntariamente na divulgação deste evento, tentará trazer diariamente comentários a respeito da Feira, imagens, lançamentos, palestras, convidados etc. Confiram diariamente aqui.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Ao fim de um dia de trabalho: SFODSE

Se o dia de um professor em sala de aula tradicional já é cansativo, o de um professor de sala de Informática pode, às vezes, ser mais. E assim como a gente pode ficar de saco cheio dos máquinas e irritado com a Internet, parece que os computadores também se irritam.
Hoje, depois de passar mais de 10 horas trabalhando diante de um computador, fui postar um comentário no blog de uma escola e quando ia digitar aquele conjunto de caracteres que servem de verificação da postagem, olha o que as letras formaram!

Fiz o comentário, desliguei a máquina e fui pra casa. Por hoje chega!

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Portaria para alunos Travestis e Transexuais.

Ano de eleições se vê cada coisa bizarra! Como se não bastassem os nomes exdrúxulos e rebarbativos de alguns candidatos e as promessas mais estapafúrdias feitas nestas épocas, como aquela de um antigo candidato do interior do Pará que prometia, se eleito fosse, "em cada casa um poço salesiano e uma antena diabólica", há, também, promessas travestidas de preocupação social que se tornadas realidade podem vir a ser um grande transtorno para a população, como a que uma candidata a prefeitura de Belém apregoa: aumentar a frota de ônibus da cidade para atender aos trabalhadores. Ora, considerando-se que a rede viária da Grande Belém se assemelha a um '8', sendo a parte superior do 8 o município de Belém, a inferior o município de Ananindeua e o nó o Complexo Viário do Entroncamento (única entrada e saída da cidade por rodovia); considerando-se ainda o crescente aumento do número de veículos pelas ruas da cidade tem transformado trânsito num caos urbano digno de uma metrópole, essa promessa, ainda que seja de boa intenção, pode virar mais um castigo para o trabalhador.

Outra coisa que me soa estranho foi a portaria de nº 016/2008, da Secretária de Estado de Educação, que acabei de ler no site oficial da SEDUC (leia na íntegra aqui). Leia um trecho da nota publicada pela Assessoria de Comunicação da SEDUC, por ocasião da VII Parada do Orgulho LGBT de Belém.:
“No trio elétrico oficial, a Secretária de Estado de Educação do Pará, Iracy Gallo, participou da abertura do evento, na qual enfatizou a importância de um ambiente escolar de respeito às diferenças. Iracy Gallo destacou para o público a recente portaria assinada no mês de abril, a qual, entre outros aspectos, visa a garantia da Cidadania e Direitos Humanos da população LGBT.
A portaria de nº 016/2008 determina que escolas da rede pública aceitem o pré-nome ou nome social de estudantes pertencentes aos grupos de GLBT, já a partir de 02 de janeiro de 2009. Todas as Unidades Escolares da Rede Pública Estadual do Pará passarão a registrar, no ato da matrícula, o pré-nome social de alunos Travestis e Transexuais.”

Diante da leitura este blogueiro perguntou aos seus botões: Quer dizer que se meu aluno se chama Rodolfo, mas seu nome de guerra, digo, “nome social”, é Sheyla, então a escola deve matriculá-lo com esse nome? Ou será que ele terá o nome de batismo no registro escolar, mas na lista de frequência deverá ser chamado(a) pelo nome de guer... ops!, social? E, em não sendo o nome próprio do indivíduo, por conseguinte é um pseudônimo, esta portaria não legaliza o uso de apelidos na escola? E chama isto de cidadania??? E no caso de um concurso público, que nome ele usaria para se inscrever: Rodolfo ou Sheyla? Não seria o caso de, se o indivíduo não quer mais usar seu nome de batismo, ajudá-lo(a) a mudar de nome em seus documentos oficiais? E bem que se poderia criar um projeto de lei federal para isso. Olha ai, senhores deputados, não é uma idéia a se pensar?

Não tenho nada contra o público LGBT, e como educador defendo fervorosamente os direitos de todo cidadão. Também entendo que os gestores públicos devem se esforçar “no sentido de promover políticas públicas de inclusão e respeito”, e que a escola deve “fomentar o respeito ao outro, a diversidade, promovendo paz”.

Mas também entendo que o que vai garantir inclusão e respeito ao aluno, seja qual for sua inclinação sexual, não é ser chamado pelo “nome social”, ou poder trocar o uniforme escolar por uma roupa mais... festiva. É poder estudar num local agradável, é ter a certeza de estar num ambiente favorável ao seu desenvolvimento físico, espiritual e intelectual, é ser valorizado porque recebe um ensino de qualidade, por professores também valorizados e respeitados. A cidadania não se constrói porque uma lei diz que o indivíduo não pode ser vítima de discriminação, mas porque, perante a lei, ele é igual a todos, independente de credo, raça, cor ou preferências sexuais.

Portarias como essa, num ano eleitoral, me soa aos ouvidos como uma medida, no mínimo, populista. Agora espero que a SEDUC baixe uma portaria onde torne obrigatório que os alunos chamem seus professores por nome, não mais por “Tio e Tia”.

A Esquerda da Pesquisa e à Direita da Prática

Em 2004, escrevi o artigo "À ESQUERDA DA PESQUISA À DIREITA DA PRÁTICA: UM NOVO REFERENCIAL PARA O PROFESSOR TENDO POR BASE AS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO", inicialmente como avaliação de uma disciplina do Mestrado em Educação em Ciências e Matemáticas, do NPADC/UFPA; e mais tarde como capítulo da minha Dissertação.

Recentemente me foi pedido uma cópia, e achei que talvez este material podesse ser do interesse de mais algumas pessoas, assim decidi disponibilizá-lo aqui. Assim, veja abaixo o resumo do artigo e ao final o link para download, em PDF.

Resumo Esse trabalho pretende mostrar que a utilização pedagógica das Tecnologias da Informação e da Comunicação-TIC, com ênfase no uso dos computadores conectados em rede, é capaz de promover em curto espaço de tempo, um aprendizado mais significativo do que uma jornada letiva nos moldes hegemônicos de ensino; e que por isso mesmo o professor deve rever seu papel e sua participação nesse processo milenar de transmissão de informação e de construção de conhecimentos, preparando-se para utilizar eficientemente as ferramentas tecnológicas não apenas para alargamento de seu pensamento e de sua cosmovisão, como também de seus alunos, na busca pela construção de um olhar que revele o caminho para a realização mútua. O que nos interessa destacar é a relação possivelmente estabelecida entre o conjunto de saberes considerados importantes para o professor em seu exercício profissional e a atividade de pesquisa, considerada hoje recurso indispensável ao seu trabalho.
Conceitos chave: Formação de professores, novas tecnologias na educação, mudança de paradigma.


Se desejar ler o artigo na íntegra, clique aqui.

Recebemos o Prêmio Dardos

A Internet aceita tudo que se lhe deite, mas há muitas coisas que me seduzem no mundo digital. As redes sócio-interativas que criamos na Web, por exemplo, é uma delas. Por paradoxal que possa parecer, tenho a impressão que é mais fácil a gente encontrar pessoas que pensam como a gente e reunir amigos no mundo virtual que no real. Os blogs são um desses nichos comunitários que considero mais "Paid'égua!" (quer saber o que é paid'égua clique aqui).

Eu penso que todo blogueiro busca contribuir para um mundo melhor ao dar o melhor de si em suas postagens, ao buscar socializar uma descoberta ou despertar o olhar de seus leitores para essa ou aquela questão. Nessa nossa comunidade de blogueiros fico satisfeito em ver como há solidariedade e disposição de contribuir para o crescimento do outro, numa clara percepção de que quando te ajudo a crescer, eu cresço junto. Isso me lembra aquela música do Marcelo D2 "Loadeando", que gosto muito e acho muito adequada a tudo isso que fazemos aqui:
"Eu me desenvolvo e evoluo com meu filho.
Eu me desenvolvo e evoluo com meu pai."


Na minha opinião, quando um blog ganha um daqueles selos de amizade ou destaque, tão comuns que até pode parecer uma coisa de pouca monta para uns, é uma maneira de mostrar ao blogueiro que sua responsabilidade e seu compromisso com a comunidade estão aumentando, e isto evidencia sua evolução e melhora. E como estamos numa rede, em que tudo afeta tudo, temos também o progresso comunal.

É com essa consciência e espírito que recebo o Prêmio Dardos, que me foi ofertado pela Marcia Paganella, do blog Me Acharam e repasso aos meus indicados (veja abaixo). Cole o sêlo em seu blog e indique os seus 15 escolhidos.
http://cincoemum.blogspot.com
http://haroldobaleixe.blogspot.com
http://arteinformatica.blogspot.com
http://www.contadoresemec.blogspot.com
http://alvesmaia.blogspot.com
http://professorcavalcante.zip.net
http://ciberespaconaescola.blogspot.com
http://prof2007.blogspot.com
http://informaticaeeducacaoblog.blogspot.com
http://educasempre.blogspot.com
http://jmzimmer.blog.uol.com.br
http://agostinhomonteiro.blogspot.com
http://naahsparaense.blogspot.com
http://quimilokos.blogspot.com
http://www.professorinterativo.com.br

terça-feira, 9 de setembro de 2008

É PARA RIR OU CHORAR?

Certamente você, amigo leitor, caminhando por essas ruas movimentadas de capitais, interiores ou subúrbios, já se deparou com algum aviso ou cartaz curioso, engraçado; ou já recolheu aqueles santinhos distribuídos por videntes, curandeiros e todo tipo de charlatão que promete realizar trabalhos milagrosos em sua vida.

Hoje trago um exemplo desses cartazes e santinhos que parecem anúncio das Organizações Tabajara, ou artes de charlatanismo explícito. Não fossem os graves erros gramaticais e ortográficos, até perdoáveis nalgumas circunstâncias, há o fato descarado de um nítido 171. Julgue você mesmo.

CLIQUE NA IMAGEM PARA AUMENTAR

domingo, 7 de setembro de 2008

Concurso de Blogs de Escolas Estaduais de Belém

Caro leitor, quero falar um pouco sobre um concurso de Blogs que estamos realizando com escolas da rede pública estadual subordinadas ao assessoramento pedagógico em Informática Educativa do Núcleo de Tecnologia Educacional-NTE de Belém, e que tem despertado o interesse de outros NTEs, conforme alguns e-mails que tenho recebido.

Em maio passado, criei o projeto "Minha Escola na WEB: Blogs e Podcast". O projeto é fruto de uma idéia iniciada em 2006 quando fiz um blog (meu primeiro) para o projeto "Artes Visuais e o Olhar que Dialoga", da Profa. Rosita Ribeiro, colega de trabalho no Núcleo de Informática Educativa-NIED, da Prefeitura de Belém. Ainda em 2006, pelo final do ano, uma ex-colega de trabalho participava também do projeto TIM, Música nas Escolas, que patrocinava a criação de rádios analógicas em três escolas da rede municipal. Então convidei-a para criarmos um projeto de rádio escolar digital, um Podcast. E assim surgiu o Projeto "Rádio Som da Amazônia", que culminou em 2007 com um excelente trabalho dos alunos durante a Reunião Anual da SBPC, aqui em Belém. Veja abaixo a logo que criei para o projeto. Na rede estadual decidi começar o projeto pela construção de Blogs educativos, de forma a "estabelecer um espaço virtual de divulgação das ações e projetos de alunos, professores, gestores etc, enquanto possibilita a troca de conhecimentos e informações entre esses atores", e num segundo momento complementar com o Podcast.

O I Concurso de Blogs de Escolas Públicas Estaduais da Grande Belém pretende tornar-se um elemento de valorização dos projetos de Blogs educativos publicados pelas escolas, ao mesmo tempo servir de estímulo ao uso dessa ferramenta na melhoria do processo de leitura e escrita dos alunos. E tenho observado que os professores de Sala de Informática, responsáveis pelos blogs, estão cada vez mais empolgados com o trabalho de criação e publicação, e isso nos impulsiona a continuar acreditando que a Informática pode promover a tão esperada melhoria no/do processo de ensinar e aprender nas escolas publicas brasileiras.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

BLOG NA EDUCAÇÃO

Recebi o último Boletim Informativo da Eduteka, que é um portal educativo da Fundação Gabriel Piedrahita Uribe, de Cali, na Colômbia, que traz um excelente artigo sobre Blogs na Educação.

Clique aqui para ler o texto na íntegra.

Abaixo, confira um trecho do artigo e um infográfico.
"Indiscutiblemente los Blogs son uno de los fenómenos más exitosos de Internet. Lo que poco se resalta es la diversidad de posibilidades que ofrecen para enriquecer los procesos educativos. Este artículo ofrece un panorama general tanto de WordPress, sistema gratuito de gestión de contenidos enfocado a la generación de Blogs, como de las innumerables funcionalidades que ofrece para el uso en el trabajo profesional docente y en las actividades de clase con estudiantes. Los trabajos colaborativos se han venido posicionando como una buena estrategia educativa. Sin embargo, esta metodología tiene el inconveniente de requerir casi siempre la confluencia de los integrantes del grupo en un mismo espacio. Con los Blogs se supera esa dificultad pues ofrecen un espacio virtual, independiente del sitio físico en el que se encuentren, donde pueden combinarse dependiendo de la actividad o proyecto de clase: Blogs generados entre docentes y alumnos y Blogs creados solo por estudiantes. Esto posibilita al docente, actuando de facilitador del aprendizaje, guiar constantemente a los estudiantes. Al respecto, se puede aprovechar otra de las tecnologías asociadas con la Web 2.0: la sindicación de contenidos o RSS."

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DIA DO BLOG: 31 de agosto

O blogueiro e este blog se sentem felizes com a indicação recebida pelo Dia do Blog, feita pela amiga blogueira Semíramis Alencar, do Educando o Amanhã. A indicação reveste-se de grande significado porque é a primeira recebida por este Blog. Assim, vai aqui nosso agradecimento amazônico recheado de afeto e carinho.

E dando prosseguimento a corrente de indicações, apresentamos abaixo os nossos 5 indicados. Você, caro leitor, confira e indique também os seus 5 blogs:

1- Blogosfera Marli, da Profa. Marli Fiorentini. Um excelente blog, com reflexões sobre educação.
2- Blog da Meire Botura - Uma justa homenagem ao inigualável artista Wilson Simonal.
3- Um Blog sem Conteúdo, do Branco Leone - humor e seriedade na medida certa. Excelente blog.
4- Forma & Elenco, blog do Martoni, um holandês apaixonado por Bossa Nova.
5- Kimilokos, blog da Profa. Thaíza para os amantes da Química.

Abaixo um trecho da postagem da Semiramis, em seu Nada demais. Leia na íntegra aqui.

Hoje é o Dia do Blog - 3108, se você observar os números lembram a palavra Blog. Soube desse dia atravé do blog do prof Rafael Este dia foi criado como forma de divulgar e expandir a blogosfera. Origem da Palavra Blog (por Rui Miranda) – A palavra blog tem uma origem curiosa. Foi cunhada por acaso no início de 1999, e ainda não é encontrada na maioria dos dicionários tradicionais. Entretanto, ela é dessas coisas da web que vêm e pegam definitivamente...

domingo, 31 de agosto de 2008

Formação de Professores X Salário

Esse post é resultado de uma discussão que mantivemos numa das listas que participo, a "Blogs Educativos". Nela pintou uma discussão sobre Formação de Professores X Salário, e uma das colegas listeiras disse:"É esse mesmo o X da questão: SALÁRIO. Enquanto professor tiver salário e fome, não dá pra mais nada, não tem conversa."

Eis minha resposta: Todos concordamos que o salário do professor é humilhante (de outras categorias com nível superior tb, mas não vem ao caso). No entanto, quando alguém se candidata ao magistério sabe de antemão que o salário é baixo, então pq. continua?

Note bem, não estou condenando os esforços de nossa categoria em buscar melhorias (seria um imbecil se o fizesse), tb não estou querendo dizer que a gente deve se sentir satisfeito com o que tem e ganha, porém não concordo com o argumento de que se o professor ganha pessimamente então suas limitações estão justificadas, e o ensino por isso mesmo e' a, com perdão da má palavra, merda, que se observa.

Sou professor desde o segundo ano de faculdade (1977), e na rede pública paraense há quase 27 anos. Enfrento/enfrentei os mesmos problemas de todos quanto a salário, condições de trabalho (3 turnos, gastrite etc), dificuldades na formação continuada etc. Sei bem o que é esse nosso penar profissional. Para terem uma idéia, quando cursava o mestrado e sai de sala de aula, meu salário caiu quase à metade. E olhe que eu não paguei estes cursos, pois minhas especializações, o mestrado e o doutorado (que abandonei) foram em universdades públicas, pq não podia pagar uma particular.

Como sempre digo: quando vc segue o coração pode se arrebentar de verde e amarelo, quebrar a cara, mas não pode se arrepender. Amazonicamente, Franz

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Proinfo Integrado e Formação de Professores

Oi, amigo leitor. Começou dia 25/08 e encerrou-se hoje, dia 27/08, no Hotel Hilton aqui em Belém, mais uma etapa de formação do Curso de Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC (100h). São cerca de 150 professores multiplicadores dos Núcleos de Tecnologia Educacional –NTE de 7 estados da região Norte: Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Rondônia e Tocantins. Este é continuação da formação da etapa de 40 horas, iniciada na Academia de Tênis, em Brasília, onde estivemos no mês de junho passado.

O ProInfo é um programa da Secretaria de Educação a Distância - SEED/MEC criado em 1997 em parceria com as Secretarias de Educação Estaduais e Municipais, para promover o uso pedagógico das Tecnologias da Informação e Comunicação –TIC na rede pública de ensino fundamental e médio.

Durante o último governo o Proinfo ficou num estado hibernativo e quase se esfacela. Nalguns estados praticamente ficou inoperante e alguns NTE chegaram a fechar, e seus professores,todos com especialização em Informática na Educação, obrigados a abandonar a causa. Aqui no Pará, p.ex. o programa ficou sendo cozido em banho-maria.

Até parecia que melhorar o processo de ensinar e aprender , mediante a inclusão de computadores em rede nas ações pedagógicas das escolas públicas, não era responsabilidade de um governo que considerasse a Educação uma prioridade nacional. Desmembrado e quase falido, o programa veio se arrastando até que recebeu um ânimo novo ao constituir, junto com outros programas federais, o Programa Nacional de Tecnologia Educacional - Proinfo Integrado (MEC/ SEED), cujas disposições estão no Decreto Presidencial nº 6.300, de 12/12/2007.

Mas como bactérias resistentes, os professores multiplicadores permaneciam na luta por uma educação pública de melhor qualidade, com a certeza que essa melhoria de qualidade pode advir do uso da Informática como uma ferramenta didática e pedagógica.

Por isso nos que gostamos de ensinar no estado da arte, estamos satisfeitos em ver a retomada deste programa tão importante e significativo para a educação pública nacional. Esperamos somente que a resistência que encontramos em muitos professores de sala de aula desapareça, e que haja políticas públicas nas esferas estaduais e municipais que, efetivamente, garantam o cumprimento dos objetivos deste programa, e que o MEC tenha coragem para cobrar dos seus parceiros quando isso não acontecer.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Dia do Folclore e a saudade

Hoje (22/08) comemora-se no Brasil o Dia do Folclore, e me lembrei do dia em que participei do Concurso Folclore Amazônico, promovido pela Academia Paraense de Letras, e tive meu trabalho "Painel de Lendas e Mitos da Amazônia" premiado (1º lugar) com a publicação.

No dia da premiação uma elegante senhora chegou-se a mim e se apresentou como Maria Brígido, Presidente da Comissão Paraense de Folclore, e me fez um dos mais honrosos convites que já recebi:ingressar na Comissão. Era o ano de 1993, e na ocasião entrava também um jornalista e escritor paraense que se tornaria um dos meus mais diletos amigos: Walcyr Monteiro, autor de Visagens e Assombrações de Belém e de Histórias do Caboclo do Pará.

Os novos e antigos membros da CPF, ligados por ideal de espírito e de mente, logo constituíram uma sólida fraternidade. Tínhamos agradabilíssimas reuniões semanais no apartamento da Maria Brígido, na esquina da 14 de Março com Avenida Nazaré, onde pontuavam a careca lustrosa e intelectual do Acyr Castro, a profundidade do Dr. Guaraciaba da Gama, a sapiência antropológica de Anailza Vergolino, a elegância e doçura do maestro Adelermo Matos, o humor do meu mui querido Dr. Maurício Queima Coelho de Souza, a voz personalissima do estimado radialista Sandro Vale, a fala mansa e tranquila do tesoureiro Pedro Rocha, dentre outros. 

A Amazônia tem muitos rios, mas em todo mundo corre o rio do tempo, que não pára. Assim, a antiga Comissão Paraense de Folclore-CPF é o atualCentro Paraense de Estudos do Folclore , e alguns desses companheiros já não se encontram nesse plano de existência. Por isso hoje, Dia Nacional do Folclore, eu gostaria de fazer desta postagem uma breve homenagem à memória dos companheiros que contribuíram para a pesquisa e a divulgação do folclore paraense, e que deixaram saudades, como nossa querida ex-presidente MARIA BRÍGIDO, batizada carinhosamente pelo Maurício de "a Papisa", Maestro ADELERMO MATOS e o carismático MAURÍCIO QUEIMA COELHO DE SOUZA. A eles meu muito obrigado.

Na foto, tirada no dia do lançamento de meu livro na Academia Paraense de Letras (1994) aparecem os três amigos citados aqui: à minha direita Maria Brígido, seguida pelo Mauricio e, como sempre de terno, o maestro Adelermo.
Na foto acima, capa (desenho do autor) da edição impressa em 1994.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Tenho recebido de alguns amigos do grupo Blogs Educativos mensagens informando que o vídeo sobre a compra da Amazônica (veja postagem abaixo)não passa de brincadeira de uma agência de publicidade, uma estratégia de marketing do guaraná Antártica. Por exemplo, veja um trecho da mensagem que recebi da colega Conceição: ...............

Ao ver uma propaganda devidamente anunciada através dos seus tempos/espaços reconhecidos, a gente sabe do que se trata. O que não é o caso deste vídeo, pois a forma como foi realizado e principalmente a forma como foi veiculado, induz-nos à crença de que é verdadeiro. Atenciosamente (gostaria de algo tão sonoro quanto o seu amazonicamente...) Conceição.......

Ainda que o vídeo seja uma peça de propaganda, penso que devemos ficar de orelha em pé, pois conhecendo a ganância dos EUA sobre a região não me admiraria se por traz da "mentirinha" houvesse uma intenção verdadeira: não dizem que e' brincando que muita gente diz o que quer?

Particularmente eu nao acho graça numa peça de propaganda que recomende a compra da Amazônia alegando que o povo brasileiro não sabe cuidar de seu patrimônio.

Amazonicamente, Franz

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Amazônia: questão de soberania nacional

Hoje recebi um e-mail com o vídeo a seguir. Talvez você, caro amigo leitor, já tenha assistido, mas nunca é demais a gente se manifestar contra essas invasões de nossas fronteiras, seja invasão cultural, seja econômica, seja política, seja de brincadeira, seja à vera. Então lá vai meu manifesto.

Corre pela Internet uma série de mensagens que colocam as terras da região amazônica brasileira como foco de interesses alienígenas, mormente norte-americanos, que pretendem internacionalizar a Amazônia. Há, inclusive, um livro didático de Geografia distribuído nas escolas dos EUA que remodelou o mundo para atender essa ambição. Segundo ele, a Amazônia não pertence ao Brasil (veja aqui). Ora, vão se catar! Essa praga capitalista age como se nossas terras tupiniquins, pátria amada salve salve Brasil, fosse a casa da mãe Joana!!...

Desculpem, mas em qualquer brasileiro essas notícias causam profunda revolta e indignação. O fato é que essas msgs são frutos de uma campanha movida pela imprensa internacional que divulga a idéia imperialista de que o governo brasileiro não sabe cuidar da floresta, que a Amazônia pertence ao mundo e que por isso mesmo deve ser controlado por esses cretinos norte-americanos, por um cartel de países desenvolvidos, ou em última instância pela ONU.

Os interesses do Capital sobre a Amazônia são antigos, seculares, e se de um lado conta(va) com ajuda de entreguistas, por outro sempre enfrentou resistência de espírito nacionalistas. Não podemos desprezar o trabalho de Rondon, por exemplo, que buscava “Integrar para não entregar”. Por outro lado, diante das questões ambientalistas atuais também não podemos nos fazer de lesos (termo paraense para abestado ou idiota), pois por trás de alguns desses movimentos ambientalistas ou missionários estão as garras da águia americana e o olho do Tio San. A canalha e gananciosa política norte americana produz muito mais malefícios que benefícios ao mundo.

Eu, que vivo no Pará e costumo trabalhar com formação de professores nalguns municípios interioranos, vejo de perto muito dos problemas causados pelo desmatamento, mas o fato é que todo esse mal terrível é causado por dois fatores: a pata do boi e o comércio de madeira para exportação. E como o consumismo mundial está crescendo (vejam que a economia da China está num patamar de potência capitalista, logo temos 1/5 da população mundial com poder de compra cada vez maior...), de uma coisa tenho certeza, nem a população mundial irá parar de consumir carne, nem de necessitar de madeira: não se pode parar o rolo compressor progresso.

A única coisa que me preocupa é: que mundo, que Terra, deixarei para meus netos? Certamente não será melhor que aquele que meu avô deixou para meu pai e o que este me legou. Certamente. Infelizmente!
No TOP BLOG 2011 ficamos entre os 100 melhores da categoria. Pode ser pouco para uns, mas para mim é motivo de orgulho e satisfação.
Sou muito grato a todos que passaram por essa rua que é meu blog e deram seu voto. Cord ad Cord Loquir Tum